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Home Agricultura Agricultura Pesquisadores visitam Doutor Mauricio Cardoso conhecendo prática na conservação de solos

Pesquisadores visitam Doutor Mauricio Cardoso conhecendo prática na conservação de solos

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  Município é pioneiro no Estado em programa de microbacias hidrográficas desenvolvido na década de 90
O resultados de anos de trabalho em conservação de solos desenvolvidos pelos agricultores mauricienses foi apresentado na última segunda-feira, 26, por um grupo coordenado pelo pesquisador aposentado da Universidade de Wisconsin, John Murdock, e pelos professores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), João Mielniczuk e Gerzy Marasquin.
A apresentação foi feita pela gerência regional da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, valorizando resultados de 17 anos de trabalho desenvolvidos pela instituição, com enfoque na conservação de solos e água em microbacias hidrográficas no município de Dr. Maurício Cardoso. "Esse município é um exemplo em conservação ambiental. As águas dos rios estão sempre limpas e não se enxerga erosão. Aqui teve um conjunto de práticas, como terraceamento e plantio direto, que garantiram essa qualidade", explicou o gerente regional da Emater, Aldo Schmidt.
Os pesquisadores também puderam conferir os resultados da Operação Tatu, depois de 40 anos de sua implantação. O grupo visitou Arni Heimerdinger, um dos 12 primeiros agricultores beneficiados com a operação na região de Santa Rosa. "Naquela época, nós mudavamos de área conforme ela ia perdendo a fertilidade, mas, com a Operação Tatu, recuperamos a terra e voltamos a produzir", relembra o agricultor.
O pesquisador Murdock, que no final da década de 60 coordenou a equipe de professores da Ufrgs que realizou as análises de terra para a Operação Tatu, hoje com 82 anos, se disse realizado em ver os resultados do trabalho. "A única coisa que crescia aqui era a barba-de-bode", exclamou ele, diante de uma extensa área de milharal.
Saiba Mais: O QUE FOI A OPERAÇÃO TATU:
Na década de 60, os solos da região Noroeste do RS estavam desgastados devido aos sucessivos plantios de soja e ao manejo inadequado da terra. A impossibilidade de produzir forçava as famílias a saírem de suas terras a procura de outras ou em busca de empregos na cidade. Uma equipe de professores da Ufrgs, coordenada pelo pesquisador americano da Universidade de Wisconsin, John Murdock, realizou análises de fertilidade dos solos e concluiu que a quantidade de calcário utilizada para adubação era inferior à necessária.
O trabalho de análises e correções dos solos foi chamado Operação Tatu, que resultou da união de esforços entre pesquisadores, Associação Rural e Emater/RS-Ascar. Em Santa Rosa, a Operação foi coordenada pelo engenheiro agrônomo aposentado da Emater/RS-Ascar, Paulo Sérgio Kappel, à época vice-presidente da Associação Rural. A operação foi chamada de Tatu devido aos buracos feitos na terra para a retirada das amostras que seriam analisadas na Ufrgs. Foram mais de 2.800 análises em um único ano, que depois foram gradativamente feitas atingindo milhares de outras propriedades.
 

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