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Home Empregos Oportunidade de Trabalho John Deere poderá reduzir em 10% sua força de trabalho em Horizontina

John Deere poderá reduzir em 10% sua força de trabalho em Horizontina

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Comportamento cíclico do mercado gera pausas de produção e pode forçar demissões 

Dificuldades no mercado argentino aliado ao período de ritmo mais lento de produção, que normalmente ocorre entre abril e meados de outubro, podem deflagrar demissões na planta industrial da John Deere de Horizontina, onde são montadas colheitadeiras e plantadeiras.

A informação é do Sindicato dos Metalúrgicos que foi informado pela direção da fábrica das pausas de produção ainda no mês de fevereiro. De lá para cá foram construídas algumas negociações, como o PDV-Plano de Demissão Voluntária e a Suspensão Temporária do contrato de trabalho, amparada pelo artigo 476 da CLT, o que segundo a fábrica, visa preservar o maior número de empregos.

No PDV os desligados receberiam seus direitos trabalhistas e mais um mês de salário. No entanto, a fábrica exigiu a análise conjunta da outra proposta, a suspensão temporária dos contratos de trabalho, limitando os desligamentos em 10% no chão de fábrica, o que segundo o sindicato, deve ser o montante da mão de obra que ficaria ociosa no período, em torno de 150 a 200 trabalhadores. A companhia no entanto não confirmou números do que pretende desligar.

Na suspensão temporária do contrato de trabalho, o trabalhador perceberia até final de setembro, quatro parcelas do seguro desemprego e a empresa complementaria a diferença até atingir o valor líquido da folha.

O período de quatro meses não é contabilizado para efeitos de aposentadoria, férias ou 13º salário e também não oferece certeza de o trabalhador continuar empregado na volta, ao final desse período, pois persistindo a crise poderia ser desligado, tendo tão somente a multa de uma folha salarial e mais uma parcela do seguro desemprego a perceber. As duas propostas casadas foram rejeitadas por 83% dos trabalhadores.

Ao receber o resultado da assembléia, nesta quarta-feira(13), a John Deere informou em nota, que “reavaliará a situação para definir os próximos passos sobre o tema”. A companhia reafirmou que com 30 anos de história no Brasil, sempre teve como prática conduzir seus processos de forma ética, democrática e transparente, principalmente no que se refere à negociação de alternativas trabalhistas com os próprios funcionários, sindicatos e entidades de classe.

O presidente do STIMME Irineu Schönninger, diz que a decisão de demitir ou admitir, sempre caberá a companhia, e que portanto os trabalhadores deixam ao critério dela essa decisão. “Achamos o boato da crise bem maior que o fato, pois a John Deere está dispensando trabalhadores, depois de ter superado todas as suas metas de produção e vendas, e outras empresas estão procurando gente com carro de som”.

Segundo o sindicalista, quem mais perderá será a companhia, pois seus trabalhadores treinados, estarão sendo absorvidos por outras empresas e daqui a poucos dias não estarão mais disponíveis quando a produção voltar a normalidade e a empresa precisar contratar.

As pausas de produção na planta de Horizontina devem se intensificar a partir do dia 25 deste mês, com férias coletivas e antecipação de férias de períodos ainda sem direito a gozo. Cursos e palestras também devem ser dirigidos aos trabalhadores durante o período com redução da produtividade.

 

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Paulo Staziaki

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