Insegurança futura no mercado argentino motivou os desligamentos
A direção da John Deere de Horizontina, confirmou no inicio da tarde desta sexta-feira(15) a demissão de 230 trabalhadores de sua planta que produz colheitadeiras e plantadeiras. A redução de postos de trabalho, já estava sendo prevista havia 40 dias, depois que a companhia informou ao Sindicato dos Metalúrgicos, a necessidade de ajustar a sua força de trabalho aos ciclos de produção do mercado em razão principalmente, da insegurança futura do mercado argentino, um dos principais compradores dos produtos fabricados na planta horizontinense.
Em nota, a John Deere diz que empenhou-se em manter o número de empregados. Após uma série de negociações iniciadas em fevereiro, a companhia e o Sindicato dos Metalúrgicos de Horizontina construíram uma proposta que não obteve aprovação durante assembleia realizada na tarde de terça-feira (12.04.11), a fim de encontrar alternativas viáveis para as pausas de produção programadas nas linhas de plantadeiras e colheitadeiras da fábrica.
Em pauta estava a proposta composta por dois itens apresentada pela John Deere aos trabalhadores, a serem avaliados conjuntamente: o Programa de Demissão Voluntária (PDV) e a Suspensão do Contrato de Trabalho, amparada pelo artigo 476 da CLT, que busca valorizar a força de trabalho dos funcionários, garantindo a manutenção de emprego.
Não houve acordo, pois 83% dos trabalhadores votaram contra a proposta. “Em não havendo o acordo, não foi possível desenvolver ações suficientes para que pudéssemos evitar a redução do quadro”, afirma a companhia.
A nota encerra: “Com 30 anos de história no Brasil, e profundo relacionamento com a comunidade de Horizontina, a companhia sempre teve como prática conduzir seus processos de forma ética, democrática e transparente, principalmente no que se refere à negociação de alternativas trabalhistas com os próprios funcionários, sindicatos e entidades de classe. A John Deere segue confiando no desenvolvimento econômico do agronegócio brasileiro, que se apoia cada vez mais na modernização e na competitividade das atividades agrícolas”.