Com as 139 demissões anunciadas sexta-feira(13) pela fábrica de colheitadeiras da AGCO de Santa Rosa, confirmadas na segunda-feira(16) em nota oficial da multinacional, o setor metalmecânico e as fabricantes de máquinas agrícolas John Deere e AGCO eliminaram juntas mais de 1000 vagas entre outubro de 2008 e fevereiro deste ano. O Sindicato dos Metalúrgicos de Horizontina ainda tenta rever as demissões de 502 trabalhadores anunciadas em 22 de janeiro e ainda não homologadas.
O presidente da Federação dos Metalúrgicos do Rio Grande do Sul, Milton Viário, afirma que o número de dispensas na categoria tende a ser maior. Ficam de fora da estatística trabalhadores temporários e empregados há menos de um ano, além de cortes de pessoal que ocorrem nas empresas terceirizadas que atuam como sistemistas fabricando componentes para as duas grandes indústrias.
Em nota oficial, a AGCO atribuiu os 139 cortes aos "impactos da situação macroeconômica atual". O número de demissões previsto era de 300, mas foi reduzido após negociação com o sindicato dos metalúrgicos de Santa Rosa.
Em Horizontina até dia 27 de fevereiro metalúrgicos e John Deere continuarão negociando em busca de um acordo, destaca o presidente do STIMME Alcindo Kempfer. O sindicato quer que a empresa reconsidere pelo menos parte das demissões, tornando nulo o aviso prévio, mantida a possibilidade da demissão voluntária para quem já tenha acessado nova colocação no período, que seja reduzida a jornada de trabalho, antecipadas férias e parte da mão de obra seja utilizada para fazer a menutenção preventiva junto as estruturas da fábrica, entre outras medidas que possam minimizar o número de trabalhadores desligados.






