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Goleiro Baranha curte final de temporada em Horizontina

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 Por Noli da Costa. Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo.

Depois de se destacar no futsal horizontinense, o goleiro Baranha curte agora a nova fase da carreira no Joinville de Santa Catarina. No tricolor ele já começa a ganhar o seu espaço, e além de terminar a temporada passada como titular, também deverá ser o número 1 da equipe na temporada 2009. Baranha, que chegou no Joinville em agosto, defendeu a equipe na Taça Brasil e no Campeonato Catarinense, onde foi vice campeão e terminou a competição como goleiro menos vazado. Curtindo as férias em Horizontina desde o dia 28 de dezembro, o goleiro concedeu entrevista exclusiva ao Jornal Folha Cidade, falando sobre o desafio de defender o Joinville e desbancar Rogério, um dos goleiros da Seleção Brasileira no último Mundial.


Folha Cidade:
Como você analisa estes primeiros meses que você defendeu o Joinville?
Baranha:
Foi uma experiência muito boa, pois inicialmente minha expectativa era chegar lá e não ser titular, pois enfrentava a titularidade do Rogério que é Seleção Brasileira. Como ele ficou um mês fora defendendo a Seleção na Copa do Mundo, comecei a jogar nos jogos do Catarinense, onde fomos bem, terminando em primeiro entre todas as chaves, inclusive na frente da Malwee. Quando o Rogério voltou da Seleção, começamos a revezar, e um jogo antes das quartas-de-final ele teve um atrito com a diretoria, sendo afastado do grupo. Desta forma surgiu uma oportunidade boa, de jogar toda a fase decisiva do Catarinense e a Taça Brasil, com todos os jogos sendo televisionados, sendo uma vitrine excelente. Espero que neste ano consiga repetir durante todo a temporada, os seis meses que tive no ano passado no Joinville.
Folha Cidade:
Nos jogos decisivos do Catarinense você foi muito elogiado, principalmente pelas emissoras de televisão. Como você recebe estes elogios?
Baranha:
Estou muito feliz. A televisão me apoiou muito, e também a torcida do Joinville, que é muito fanática, e a tradição do campo eles transferem para o salão. Por este fanatismo a gente tem que se cuidar muitas vezes, mas é muito gostoso estar jogando em Joinville, com o apoio da torcida. Existe também uma certa pressão para que eu consiga pegar Seleção Brasileira, vinda da torcida, da televisão e da direção do tricolor. Eles esperavam inclusive que nos jogos amistosos que a Seleção fez no final do ano eu fosse convocado, mas não veio o convite ainda, mas sei que no momento certo isto vai acontecer.
Folha Cidade:
Você tem usado em seus jogos as mesmas características de quando jogava em Horizontina, quando arriscava bastante chutes? Chegou a fazer algum gol pelo Joinville?
Baranha:
Fiz dois gols, um contra a Unisul e outro contra o Criciúma, mas eu não jogo muito com os pés e não chuto tanto como eu chutava aqui, porque as quadras no Campeonato Catarinense são maiores, praticamente todas 40m x 20m. Eu arriscava mais quando a gente estava com o resultado adverso.
Folha Cidade:
Em termos de estrutura, como você avalia o Joinville e como a equipe está se preparando em termos de contratações?
Baranha:
O Joinville é uma das equipes que mais investem no futsal brasileiro e o plantel já era ótimo quando eu cheguei e, este ano aconteceram novas contratações que me agradaram muito. A Krona, que patrocina a equipe investiu forte, colocando bem mais dinheiro do que ela e a Prefeitura investiram no ano passado. Foram contratados jogadores de peso como Simi, Guina, William, que era da Malwee e Márcio, que também era da Malwee. Todos estes jogadores são de nível de Seleção Brasileira. Com estes novos reforços, acredito que nossa equipe é grande favorita para conquistar a Liga deste ano.
Folha Cidade:
Como você compara a estrutura do Joinville com a do Horizontina Futsal?
Baranha:
Acho que são meio parecidas, pois a John Deere sempre teve um comentário entre os jogadores pela estrutura ótima que concedia aos atletas. Talvez a torcida é o diferencial, pois em Joinville o número é muito maior, mas o fanatismo é praticamente o mesmo. Em termos de estrutura, o Joinville dá uma ótima condição para os jogadores desempenhar o máximo.
Folha Cidade:
De que forma você recebeu a notícia do encerramento das atividades do Horizontina Futsal?
Baranha:
Fiquei muito triste na hora que meu pai me ligou e comentou sobre isto. Não só eu como os demais jogadores do Joinville também ficaram tristes, pois é um time de ponta que fecha as portas, depois de ter conquistado três títulos importantes no futsal brasileiro, já que o Gaúcho é um dos mais difíceis de ser conquistado. Fico cabisbaixo por uma empresa do porte da John Deere não poder mais contribuir para o futsal. A gente não sabe o que se passa, mas acredito que a diretoria da equipe não deu nenhum motivo para que fosse cortado este patrocínio, isto vem de dentro da empresa mesmo. Aconteceram boatos de que houve desvio de dinheiro, mas tenho quase certeza de que isto não aconteceu, pois fiquei seis anos aqui e conheço bem cada pessoa que está dentro da diretoria e sei que eles não são capaz disto. Fico triste pela torcida, pelo município e também pela região, pois todos torciam pela equipe de Horizontina. Mas uma coisa que eu gostaria que não terminasse é o Movidos pelo Futsal, que tem quase 400 alunos, e é um projeto que pode garantir o futuro de muitas crianças e jovens.
Folha Cidade:
Caso Horizontina volte a ter nos próximos anos uma equipe nos mesmos patamares do John Deere Futsal, você gostaria de voltar a jogar em Horizontina?
Baranha:
Eu sempre comentei para o meu pai e para o Gringo(ex-diretor de Futsal do Horizontina Futsal), que no momento que eu saísse daqui eu ia buscar o que eu quisesse, ficar um tempo fora, pois sei que não iria durar sempre aqui, e não iria render sempre a mesma coisa em uma equipe. Tinha intenção de sair um pouco para voltar mais forte. Sempre falei para o meu pai que queria ficar entre quatro e cinco anos fora e voltar a jogar aqui para ficar mais tranqüilo e perto da família.

 

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