Força Feminina!?
Em entrevista coletiva no final da manhã da quarta-feira (19), a senadora Marina Silva, do Acre, anunciou seu desligamento do Partido dos Trabalhadores, legenda da qual foi uma das fundadoras, há 30 anos. Marina lembrou sua história no PT, falou respeitosamente dos ex-correligionários e mencionou os embates que viveu no partido, ao militar em favor das questões ambientais, tanto quando ministra do Meio Ambiente, quanto como senadora. Ela reafirmou seu compromisso com um projeto de desenvolvimento sustentável para o país.
Marina evitou falar no ingresso em outra legenda ou numa possível candidatura à Presidência da República pelo Partido Verde.
“Agora eu me sinto livre para uma discussão em termos programáticos, de organização, tendo sempre a clareza que nenhum partido é perfeito, mas que as instituições precisam das pessoas, das virtudes, do seu empenho, para serem virtuosas”, declarou, classificando sua decisão de "sofrida".
A senadora, que nos últimos meses defendeu o afastamento do presidente do Senado, José Sarney, disse que a mudança de posição da bancada do PT - que seguiu a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de dar sustentação a Sarney - não foi condicionante para sua desfiliação. À noite, o presidente do PT, Ricardo Berzoini, afirmou em entrevista que seu partido não pedirá a cassação do mandato de Marina Silva, ainda que considere que ele pertence à legenda.
À tarde, o 3º secretário do Senado Federal, senador Mão Santa (PMDB-PI), leu em Plenário, no início da noite, mensagem enviada por Marina Silva na qual ela comunica ao presidente do Senado Federal sua desfiliação do PT.
Em 1984, Marina Silva e Chico Mendes fundaram a Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Acre. Em 1985 ela se filiou ao PT, sendo eleita nos anos seguintes vereadora e depois deputada estadual.
Marina Silva exerce seu segundo mandato no Senado Federal, que termina em 31 de janeiro de 2011. O primeiro mandato da senadora começou em fevereiro de 1995. De janeiro de 2003 a maio de 2008 esteve licenciada do Senado para assumir o Ministério do Meio Ambiente, de onde saiu no dia 13 de maio de 2008, retornando então ao Senado.
Da Redação / Agência Senado.
Terra Legal já cadastrou posseiros de 56 municípios
O Programa Terra Legal Amazônia, coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), completa dois meses com 4.281 posses cadastradas em 56 municípios. Apesar de ter chegado oficialmente em apenas 17 cidades, junto com o Mutirão Arco Verde, a busca pela legalização fundiária do Terra Legal mobilizou posseiros de outros 39 municípios vizinhos. “É um excelente indicativo de que quando chegarmos a esses municípios, teremos condições de fazer um trabalho de regularização ainda mais intenso”, avalia o coordenador geral do Programa Terra Legal, Carlos Guedes.
Nestas oito semanas de atuação, a área total requerida para regularização supera os 737 mil hectares. De acordo com levantamento parcial do Programa, 88,7% dos imóveis requeridos são pequenas propriedades de até quatro módulos fiscais. Outros 11% possuem entre quatro e 15 módulos fiscais. E em 95,9% dos casos, os posseiros afirmam que não há nenhuma espécie de conflito para a definição dos limites dos imóveis, o que caracteriza a posse mansa e pacífica destas propriedades.
Desde a implantação do Terra Legal em 19 de junho, nos 17 municípios que receberam as equipes de cadastramento junto com o Mutirão Arco Verde, as terras da União passíveis de regularização somam 9 milhões de hectares. Mais da metade das terras cadastradas até agora estão em Rondônia: 52,7%. O Pará representa 40,1% da área requerida para a regularização, seguido pelo Mato Grosso com 5,7%. O Maranhão, que iniciou as ações de legalização fundiária em 31 de julho, representa 1,5% dos imóveis cadastrados.
Além do mapeamento geográfico, o Terra Legal permite traçar um perfil dos ocupantes de terras da Amazônia brasileira. Praticamente a metade (46,8%) dos cadastrados nasceu na Amazônia Legal e a proporção entre casados e solteiros é igualitária: 37,9% vivem com o cônjuge enquanto 41,2% assumem sozinhos a responsabilidade das propriedades. Pelo menos 57% desses moradores já passaram dos 40 anos de idade. As mulheres somam mais de 27% dos chefes de família que efetuam o cadastro fundiário. “Acho que também nós estamos sendo bem sucedidos em conseguir trazer e conhecer essa realidade da Amazônia, das chefes de família, das mulheres que tocam a propriedade, e poder em cima disso conseguir dar o título da terra para elas. Também estamos percebendo claramente de que há uma população da Amazônia que está buscando seus direitos de acessar a regularização fundiária”, afirma Guedes. Dentre as principais atividades econômicas da população cadastrada, 52,7% vivem da agricultura e 37,8%, da pecuária. (www.planalto.gov.br)






