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Prefeitura rompe com Urbana e Residua assume lixo de Horizontina

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Empresa e prefeitura devem implantar coleta seletiva em toda a cidade nos próximos meses

Depois de quase 90 dias convivendo com reclamações da comunidade pela falta de regularidade nos serviços da coleta terceirizada de lixo em Horizontina, a Prefeitura rompeu nesta semana contrato que mantinha com a empresa Urbana Logística de São Sepé-RS.

Uma solução caseira foi a alternativa encontrada. A Residua Soluções Ambientais com sede no município e que oferece Soluções Integradas que atendem a todas as etapas do processo de regularização de resíduos industriais, foi convidada pela administração municipal a encampar o serviço, haja visto ter a mesma manifestado interesse no processo anterior de terceirIzação, porém como um modelo diferente do método convencional de coleta .

Desde a noite de quarta-feira(9) a Residua montou equipes e passou a emergencialmente promover a coleta da demanda acumulada de lixo normalizada até o final de semana. Em três bairros da cidade, na primeira noite foram recolhidas quase 20 toneladas de resíduos, destaca o diretor da empresa Fabiano Nunes Gartner.

Uma das intenções da empresa, é buscar a implantação da coleta seletiva com a separação doméstica do lixo orgânico e seco e coleta diferenciada a partir do próximo mês. Além da coleta, a Residua será responsável pela destinação final, que irá para um aterro devidamente legalizado em Giruá-RS, encerrando outra polêmica, já que o lixo do município estava sendo levado a Tuparendi, onde a prefeitura daquela cidade contesta através do Ministério Público o depósito dos dejetos.

Pelos serviços de coleta e destino final, a Residua perceberá mensalmente R$ 35 mil, valor idêntico que vinha sendo pago a empresa Urbana. O contrato emergencial vai vigorar até a prefeitura promover um novo edital, habilitando a coleta convencional, seletiva e destinação final nos próximos meses.

O dirigente da empresa que deixou as atividades devido a recisão de contrato Eduardo Vargas, lamenta o fim do projeto com a prefeitura local, mas reconhece as dificuldades geradas, segundo ele pela dificuldade de mão de obra. “- Como há na cidade e região muitas outras opções de emprego os trabalhadores prefiriam a indústria, por exemplo, que a rotina diária no caminhão do lixo, o que nos obrigou a contratar pessoas de fora, que sem conhecer a cidade, acabavam tendo dificuldades e o serviço acontecia no ritmo abaixo do que previamos.

 

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