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Porto Mauá: Cresce movimento contra barragem Panambi

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Modelo energético proposto é excludente segundo MAB e Missiones sem Represas 

Um encontro debateu as barragens do projeto Garabi na sexta-feira(13) em Porto Mauá. A palestra foi baseada em posicionamento contrário à realização da obra.O movimento foi organizado pelo MPV-Movimento Preservação da Vida e pelo MAB- Movimento dos Atingidos por Barragens, contando ainda com apoio das igrejas católica e evangélica-IECLB e Luterana e a presença do Movimento Argentino “Não Represas”.

Os organizadores registraram que 500 pessoas participaram do evento, entre brasileiros e argentinos e que do lado argentino, o movimento contra as barragens encontra-se mais fortalecido. Outras duas manifestações já haviam sido realizadas no mês de março uma em Alecrim, sede da barragem, e outra em Vila Pratos- Novo Machado.

Pastores, padres, além de integrantes de movimentos sindicais, pastorais e sociais manifestaram-se no encontro portomauense, realizado junto ao pavilhão da Festa dos Navegantes, as margens do Rio Uruguai. Houve espaço para esclarecimentos de dúvidas, principalmente sobre o valor das indenizações, mudanças de clima,temperatura, precipitação pluviométrica, proliferação de insetos, doenças, entre outros advindos dos efeitos da grande quantidade de água na extensão do lago.

Segundo dados do próprio governo, as barragens de Garabi e Panambi, inundarão 96 mil hectares e a estimativa é de que atingirão 12.600 pessoas, nos municípios brasileiros de Garruchos, São Nicolau, Porto Xavier, Pirapó, Roque Gonzáles, Tucunduva, Tuparendi, Novo Machado, Dr. Maurício Cardoso, Crissiumal, Tiradentes do Sul, Esperança do Sul, Derrubadas, Alecrim e Porto Mauá (a mais atingida). A previsão de início das obras será em 2012.

O MAB- Movimento dos Atingidos por Barragens, denunciou no encontro, que a bacia do rio Uruguai tem grande capacidade e potencial de geração hídrica, sendo considerada estratégica na geração de eletricidade. Por isso, se tornou um dos territórios brasileiros em disputa, que o capital internacional quer controlar. Já foram construídas sete grandes hidrelétricas que estão nas mãos de quatro transnacionais: Alcoa (Estados Unidos), GDF Suez Tractebel (França), Votorantim e Camargo Correa (Brasil) e que controlam as barragens de Passo Fundo, Itá, Machadinho, Barra Grande, Campos Novos, Monjolinho e Foz do Chapecó. Juntas, estas sete hidrelétricas geram por ano 3,2 bilhões de reais, durante os 30 anos que detêm a concessão vão gerar aos seus donos nada menos que 95 bilhões de reais.

Os resultados apresentados pelo MAB comprovam que os atingidos por barragens no Brasil são vítimas de um processo de violência generalizada e nacional, sendo as crianças, as mulheres e os idosos os que mais sofrem.

 

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