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Home Meio Ambiente Meio Ambiente Horizontina: Excesso de algas causou odor na água distribuída pela Corsan

Horizontina: Excesso de algas causou odor na água distribuída pela Corsan

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Problema foi originado por descarga de água de açudes no rio Pratos

A abertura de açudes nas cabeceiras do lajeado Pratos, aliada a baixa vazão do rio pela redução das chuvas, causou um desequilíbrio ecológico e provocou várias reclamações da comunidade desde a noite do último domingo(14) até as primeiras horas de quarta-feira(17), obrigando a Companhia Riograndense de Saneamento Corsan a convocar uma entrevista coletiva para explicar tecnicamente as causas do incidente.
Na verdade segundo Adair Rossato, químico responsável pelo tratamento da água da companhia, o consumo da água com o referido odor(cheiro de barro) não é prejudicial a saúde. Ele explica que ao efetuar o tratamento da água com cloro e adição de carvão ativado, ocorre uma reação, origem desse odor.
Segundo ele a entrada no reservatório da água proveniente dos açudes utilizados para criação de peixes, exigiu ação rápida da estatal, que entre as opções decidiu pela adição do carvão ativado, deixando a água com odor decidido(perceptível), porém sem suspender o abastecimento. "Chegamos a jogar fora um reservatório cheio, mas parte dessa água já estava na rede. Mantivemos todo o abastecimento dentro dos padrões de intensidade de odores aceitáveis, sem afetar a potabilidade", destaca Rossato. Possivelmente pelo odor, o consumo da água pela população horizontinense caiu de 10 a 15% nos três primeiros dias da semana, informou a Corsan.
O Departamento Municipal do Meio Ambiente, através do engenheiro Lucas Simm, destaca que são poucas as propriedades onde situam-se açudes de peixes que possuem a licença ambiental regularizando a produção e a maioria não possui essa licença. Soltar diretamente a água dos açudes nos rios não é permitido sem a devida análise de impacto ambiental.
Outra denúncia deu conta de que havia um animal morto nas água do Lajeado Pratos na última terça-feira. Adair Rossato, destaca que isso não traz risco algum a qualidade do precioso líquido. "È contaminação por material orgânico, a de mais fácil remoção no tratamento, considerando que a água no leito do rio não é potável, ela contém contaminantes como dejetos humanos e de animais, torna-se potável somente após purificada na estação de tratamento", destaca.
O primeiro passo para evitar novas ocorrências desta natureza, será reunir os piscicultores para regularizar a situação, passando-lhes orientações para os devidos procedimentos. Os primeiros a serem chamados serão os que possuem seus açudes nas bacias do Lajeado Bugre e Pratos, informa o Engenheiro ambiental Lucas Simm
 

 

 

 

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