Mapic/Feintech já está sendo planejada
Dom, 26 de Abril de 2009 21:25
Paulo
Para saber como estão os preparativos para a VIII Mapic e III Feintech, Folha Cidade publica entrevista exclusiva com o presidente do evento César Antônio Mantovani. O trabalho é do repórter Noli Cristiano da Costa
O professor universitário César Mantovani, atual secretário de Coordenação e Planejamento de Horizontina foi nomeado presidente da Mapic/Feintech 2009, o maior evento do município, que será realizada de 4 a 8 de novembro, junto ao Parque Municipal de Eventos. Uma comissão central já foi formada e realiza os trabalhos iniciais para promover a feira, que até a nomeação de Mantovani, chegou ter sua não realização cogitada. Mantovani concedeu entrevista exclusiva e falou sobre os rumos do trabalho e as novidades que pretende implantar no evento para atrair um público maior que as feiras anteriores.
Folha Cidade:
Como você recebe esta missão de comandar o maior evento de Horizontina?
César Mantovani
: É um peso muito grande, mas da mesma maneira que recebemos esta confiança, esperamos ter o apoio para realizar este importante projeto. É assim que pretendemos trabalhar, com o apoio da comunidade, das instituições, principalmente da Aciap, que é o órgão que congrega os empresários. A visão que temos é fazer uma feira que avance em relação aos eventos anteriores, mas ao mesmo tempo, mantendo os pés no chão, dentro da realidade que vivemos um momento de crise. Mas apesar disto vamos tentar explorar as nossas maiores potências, em todos os setores, sejam de instituições privadas ou governamentais. A gente já tem feito uma caminhada na busca de viabilizar recursos externos, onde o próprio prefeito Colato tem se envolvido em nível de Brasil, buscando junto ao Ministério de Turismo recursos para investir no Parque de Eventos. Também tenho me esforçado junto a órgãos do governo estadual para garantir patrocínios para a realização da feira e, além disto, temos conversado com dirigentes de instituições importantes da cidade, como clubes de serviços, grupos étnicos, secretarias da Prefeitura, escolas particulares, entre outras. Assim como recebemos a incumbência de fazer uma feira neste momento difícil, esperamos ter o apoio da comunidade.
Folha Cidade:
Já estão sendo articulados nomes para forma e as comissões da feira?
César Mantovani:
Sim. A diretoria ou comitê central, que vai tocar o processo da feira, já tem na vice-presidência Dionir Bianchi, tesoureiro o Sandro Fin, secretária geral Geanine de Oliveira e coordenador geral Carlos Berwian. Portanto, o núcleo básico está formando e a partir de agora vários nomes estão sendo levantados para formar as demais comissões. Já fizemos contato com algumas destas pessoas indicadas para puxar as diversas comissões e estamos recebendo o ok destas pessoas, mas pretendemos anunciar todos os nomes ao mesmo tempo, até porque alguns destes nomes ainda não nos confirmaram. Minha vontade era poder divulgar todos estes nomes até o final do mês de abril.
Folha Cidade:
Este comitê central já está se reunindo para discutir sobre a Mapic/Feintech?
César Mantovani:
Nós já fizemos reunião durante a semana passada, e pretendemos fazer uma nova reunião esta semana, para dar continuidade no processo. Acredito que teremos uma feira com sucesso, até porque a estrutura do parque hoje é melhor em relação aos outros anos, portanto as dificuldades em termo de infraestrutura serão menores. Mas temos outros desafios, principalmente pelo momento de crise, mesmo assim temos consciência de que são nestes momentos de dificuldade financeira que quem é empreendedor faz a diferença e faz as coisas acontecerem. Este será o momento para quem é empreendedor mostrar sua cara, de inovar e ampliar mercado.
Folha Cidade
: As últimas edições da Feintech deixaram lições? O que pode ser tirado de positivo e de negativo das edições anteriores?
César Mantovani:
Acredito que em relação as outras edições, o principal é cuidar das questões de infraestrutura, planejar bem os eventos, para que eles possam ser suportados pela própria feira, ou seja, não tenha prejuízos com determinados eventos. Devemos fazer eventos bem direcionados para a realidade, pois temos exemplos negativos de eventos em que se acreditava numa expectativa de público muito grande, mas não foi realidade, o que se tornou um custo bastante pesado para a feira. Outra questão em relação as edições anteriores é a infraestrutura, pois tivemos algumas deficiências, mas hoje já é possível corrigir algumas e teremos uma condição melhor neste quesito, para atender o público que se dirigir até a feira. Outra questão que chama a atenção é que iremos buscar para a feira deste ano, alternativas de atividades para levar para público. O Jeep Country (realizado em março) mostrou isto, quando não tivemos somente o evento esportivo, mas também a promoção que escolheu a Top Model Estudantil, que levou um público fantástico ao Parque. Portanto, já trabalhamos com a expectativa de trazer eventos alternativos para não ficar somente na questão dos shows e da feira como atrativos únicos. Vamos buscar realizar concursos de corais, danças, concursos de música popular, entre outros tipos de eventos que possam trazer um público que normalmente não estaria presente na feira.
Folha Cidade
: Ainda não se visualiza uma expectativa de público e negócios para esta edição da feira?
César Mantovani:
Se tivermos um público como o Jeep Country, já vai ser um bom público, mas a intenção é sempre superar o evento anterior, então buscamos trabalhar com a expectativa de trazer um público ainda maior do que foi a edição anterior da Feintech e fazer com que os expositores, que saíram um pouco frustrado na última edição, fiquem satisfeitos.
Folha Cidade:
Que tipo de shows a feira pretende priorizar nesta edição?
César Mantovani:
Acredito que a questão do show não é fácil a gente acertar. Ficamos sempre com uma dúvida, pois o que é atração hoje, pode não ser amanhã, porque muda muito o gosto das pessoas. Mas acreditamos que vamos trazer eventos que agradem o público, não importa se seja estrangeiro, ou nacional. O importante é que agrade o público e, ao mesmo tempo, estes shows não acabem comprometendo a questão financeira da feira. Vamos trabalhar com equilíbrio e procurar shows e eventos que caibam no bolso e agradem a público. Shows que estejam no limite de risco suportável pela feira.
Folha Cidade:
Para este ano a feira deverá voltar a ter soberanas. De que forma se dará a escolha das mesmas?
César Mantovani:
A intenção é voltar a ter as soberanas, ter um evento específico para a escolha destas moças, que farão o papel importante de representar Horizontina e de divulgar e recepcionar as pessoas e autoridades que chegam a feira. Pretendemos fazer um evento de lançamento da Mapic/Feintech e escolher as soberanas. Nossa intenção é terminar o evento com muita força, mostrando que Horizontina é pujante e que a nossa feira é uma tradição que vem se construindo a cada ano.