Mais uma morte na ERS 342, a 6ª em 30 dias
Dom, 27 de Junho de 2010 08:37
Paulo
É o terceiro acidente com morte na rodovia nas últimas quatro semanas
Uma colisão envolvendo três carros e um ônibus deixou um morto na RS-342, em Três de Maio, na noite da sexta-feira(25) por volta das 23h. Um dos veículos envolvidos no acidente, um GM Kadet, fugiu do local.
Morreu o condutor do Fusca, Lucimar Pinto, de 24 anos, residente em Independência. O outro ocupante do veículo, Carlos Alexandre Bonmann, de 21 anos, está internado na CTI do hospital São Vicente de Paulo, em Três de Maio, mas não corre risco de morrer.
Ninguém ficou ferido nos outros veículos envolvidos no acidente. É a 6ª morte na rodovia nos últimos 30 dias no trecho que compreende os municípios de Horizontina a Independência passando por Três de Maio.
Em 27 de maio, três jovens morreram na localidade do Km 06. Martinho Binicheski e Robson Wolmuth residentes em Três de Maio voltavam das aulas na Faculdade de Horizontina em um Logus, e o terceira vitima fatal, o horizontinense Claudeci Stiegelmeier retornava da Setrem na carona de um Vectra, quando aconteceu o choque frontal entre os dois veículos.
Dia 05 de junho na altura do Km 20, o choque entre um Astra e uma Santana Quantum de Horizontina, matou o casal de agricultores Nelson e Iris Bencke.
Na última quinta-feira, embora sem morte, outro acidente aconteceu no local onde os Bencke morreram. Um Fusca do agricultor Isalino Corso, ao ingressar na rodovia foi colhido pela F 1000 de Fábio Fogolari, residente em Tuparendi. Apesar do impacto da batida, apenas Isalino teve ferimentos leves, foi socorrido pela Samu, sem maiores consequências.
Motoristas reclamam da má sinalização da rodovia, que na maioria dos trechos está sem a pintura de pista, e os acostamentos em precário estado de conservação. Placas de sinalização estão cobertas pela vegetação.
Um motorista de ônibus que desloca-se semanalmente a Porto Alegre, disse ao Folha Cidade on line, que a estrada entre Três de Maio e Horizontina, é o pior trecho de estrada entre Horizontina e Porto Alegre.
O caminhoneiro Celso Jacob Martens, destaca que parece que a cidade de Horizontina apesar de contar com uma mega fábrica de colheitadeiras, nada gera de impostos ao Estado, pois para ter obras básicas, há necessidade de ficar pressionando o governo e bajulando a classe política. " É muita insensibilidade", finaliza.