Sgto Maninho, fala com exclusividade ao Folha Cidade
Seg, 22 de Agosto de 2011 16:35
Paulo
Brigadiano é pivô das reações de descontentamento de dezenas de motoristas
O Sargento com 22 anos de Brigada Militar concedeu entrevista a reportagem da rádio Olinda FM e do Jornal Folha Cidade. Formado em 1988 na cidade de São Luiz Gonzaga, “Maninho”, como é conhecido na corporação, passou também pelas cidades de Giruá, Independência, Três de Maio e Boa Vista do Buricá, até chegar em abril deste ano a BM de Horizontina, e segundo ele, polêmicas com relação a seu trabalho sempre existiram. Confira trechos:
“Para mim ser policial militar é uma dádiva, vemos muitas coisas, temos a oportunidade de coibir e evitar outras tantas, nem sempre somos compreendidos, meu trabalho é imparcial, minha abordagem é indiferente, seja a pessoa rica, pobre, doutor ou garí, todos temos de seguir o que a lei determina”.
“Eu trato todo mundo com educação, com senhoria, não desrespeito ninguém, mas não admito que me desrespeitem. Minhas cobranças são rígidas quanto a carteira de habilitação, embriagues, documentação vencida e o lacre violado, que aqui é a grande polêmica, mas que é crime de trânsito, e eu o verifico sempre. Muitas vezes foi violado na oficina durante o chapeamento, a oficina não avisa, o proprietário não verifica e na hora da cobrança o policial leva a culpa ”
“Os boatos são grandes, mas a verdade é uma só. 99,9 do que falam de mim é mentira, a grande maioria das pessoas não me conhece, nunca me viu, não tem idéia de quem sou, já falaram mal de mim, para mim mesmo, sem saber quem eu era, mas minha consciência está tranqüila, estou desempenhando minhas funções, com apoio do meu comandante, não me importo com a opinião de pessoas que normalmente estão erradas e querem que a culpa seja minha”.
Folha Cidade: Os boatos dizem que o sr já quebrou lacre de placas usando cassetete, alicate ou a botinadas. Como recebe tais críticas?
“O que posso dizer? Usam a criatividade para o mal, primeiro me acusaram que quebrava com as mãos, daqui uns dias irão falar que uso laser ou tenho poder nos olhos para violar lacres, é descabido, quando verifico um lacre, geralmente peço ao condutor para acompanhar. È mais fácil quando alguém está errado, me criticar, inventar uma história sobre mim, do que admitir o erro”.
Folha Cidade:Viriam da intensificação da fiscalização no trânsito essas críticas, na sua opinião?
“Com certeza, ninguém gosta de ser cobrado de nada, o condutor está errado, alguém lhe diz que não pode andar daquela maneira, é autuado, tem o veículo recolhido, o documento de dirigir apreendido, a reação negativa é automática, vai falar mal da gente para todo mundo, e muita gente sai contando adiante, uma mentira, que dita várias vezes como verdade, acaba tendo quem acredite”.
Folha Cidade: Nas demais cidades onde tens trabalhado, reações semelhantes a essas já se registraram?
“Em todas elas. Nunca tão divulgadas pela imprensa como agora, mas sempre existiram, principalmente em Três de Maio, muitos boatos, muita historinha, quem não me conhece até acredita, mas a realidade não é essa, eu sou uma pessoa normal. Tão somente gosto e cumpro minhas obrigações dentro da legalidade”.
Folha Cidade: É verdade que deu voz de prisão a um juiz e recolheu o veículo de seu próprio pai?
“Inacreditável, acabamos nos conhecendo com esse magistrado em uma audiência, meio ano depois que a história havia sido inventada. As duas são uma aberração, se a pessoa tem um pingo de consciência e pensar bem, que ser humano faria isso? Contam essas mentiras com intenção de diminuir minha imagem, denegrir nossa corporação, sei lá. As críticas dessa espécie não me abalam, cumpro a lei, não estou prejudicando ninguém, continuarei trabalhando com essa mesma vontade, até me aposentar”.
Folha Cidade:O que gostaria de dizer as pessoas que falam mal a seu respeito?
“Antes de comentar, passar para frente a conversa, procurem ver a veracidade da mesma, me conheçam, me perguntem, venham conversar comigo, não sou bicho, sou um ser humano como qualquer outro, um profissional de segurança, eu posso esclarecer, justificar, o errado geralmente não sou eu, mas é sempre mais cômodo acusar”.
Folha Cidade: Quanto a polêmica da abordagem do ônibus escolar, o que tens a dizer?
“Foi uma abordagem normal, rotineira, verifiquei a situação, chamei a condutora, ela verificou o lacre violado junto comigo, acusou outra pessoa de ter violado o lacre perante também meus dois colegas de trabalho. Ela me disse que tinham seis pessoas no ônibus, só fiquei sabendo que eram alunos especiais, quando chegou a Kombi da Apae para apanhá-los, mas não ficaram mais de 10 minutos no interior do coletivo. Ninguém ficou esperando no tempo, no frio, não houve nada disso que a condutora acusou depois do ocorrido. Me criou sim, foi constrangimentos, até mesmo com relação aos meus filhos, que me questionaram se essa atitude com os alunos especiais era verdadeira. A condutora de forma maldosa tenta justificar seu erro, acusando a mim e um motorista colega seu.