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Abordagem e recolhimento de ônibus escolar resultam em abertura de processos de investigação

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 Comandante da BM Horizontina se disse indignado com acusações sem provas contra um de seus sargentos

A apreensão de um microônibus do transporte escolar do município de Doutor Maurício Cardoso, por estar com lacre da placa rompido no início deste mês(05) serviu de estopim para deflagrar uma forte reação da comunidade, contra o trabalho da Brigada Militar de Horizontina, alvo de boatos desde que um sargento, oriundo de outra cidade integrou-se a corporação no mês de maio.

Há excessos do sargento segundo a população, falta bom senso, inclusive a motorista do coletivo, acusou sofrer constrangimentos na referida abordagem. No caso do veículo da Apae, outras pessoas que preferiram não se identificar, procuraram a reportagem, e disseram que o policial não teria permitido a motorista completar o trajeto de pouco mais de 300 metros, entre a ponte da rua São Pedro sobre o Lajeado Guilherme e a sede da Escola Especial Helmuto Simm, um ato intransigente.

No veículo estavam alunos portadores de necessidades especiais, que voltavam de uma aula de educação física junto ao Ginásio Municipal de Esportes. Duas versões contraditórias da motorista, que disse uma coisa aos policiais e outras a imprensa, as acusações sem provas contra o policial e a mistura com outros fatos, ampliou a onda de boatos, e fez com que o Tenente Itacir Luiz Ziemboviecz, comandante da 4ª Cia da BM, viesse a público esclarecer os fatos.

O militar ouviu a direção da Apae e abriu um processo administrativo para averiguação dos reais motivos que determinaram os fatos e o clima que se instalou na comunidade, inclusive se a conduta de seus comandados foi a mais adequada. Destaca Itacir, que durante a abordagem, quando constatado o lacre violado da placa, a motorista do ônibus mauriciense, teria dito aos policiais estar sendo vitima de suposto colega, que enciumado pelo seu cargo, teria danificado propositalmente o dispositivo, afim de prejudicá-la, já que o ônibus havia passado por vistoria recentemente. Mais tarde disse a órgãos de imprensa que foi tratada com constrangimentos. O rompimento do lacre ficou no ar, como se soasse “estranho” supondo que a culpa fosse dos comandado de Itacir.

Segundo Ziemboviecz, seus policiais, o que é testemunhado por duas pessoas ligadas a Apae, entre elas o presidente da entidade Gilmar Quintiliano da Silva, não cometeram qualquer ato de constrangimento ou que viesse em prejuízo ao bem estar, a honra e a dignidade dos alunos. Tão somente informaram a motorista da irregularidade do veículo, e lhe solicitaram se havia possibilidade de acionar outro coletivo para transportar os alunos do local da barreira até a escola. A motorista prontamente disse que sim, acionando uma Kombi da Apae de Horizontina, que em 8 minutos chegou ao local. Os alunos trocaram de carro e o veículo em condição irregular foi recolhido ao guincho. “-Não procedem as acusações levianas, de que os alunos foram obrigados a aguardar outro ônibus na rua, eles permaneceram dentro do veículo até a chegada de outro, ninguém foi ofendido ou constrangido, apenas houve o cumprimento da legislação”, diz Itacir.

A reação popular e as eventuais críticas ao trabalho de integrantes da corporação, pode ter origem, segundo o Comandante da 4ª Cia de Polícia Militar, a intensificação de ações da Brigada, com abordagens noturnas de trânsito, visando combater a criminalidade, adulteração de características de veículos automotores e coibir a embriagues ao volante, que segundo ele, ocorre em proporções alarmantes. “-No mês de julho, foram quase 30 condutores flagrados dirigindo sob o efeito de bebidas, o carro nessa condição torna-se uma arma, pronta para ser detonada”, explica.

O inquérito administrativo foi instaurado, ouvidas as partes, e tudo será apurado com rigor, informa Itacir. Por sua vez o prefeito Marino Pollo(PP) determinou abertura de sindicância, para investigar o eventual rompimento do lacre e se teria havido envolvimento de servidor(es) no caso.


 

 

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