Nos últimos 18 meses servidores da Prefeitura de Novo Machado apresentaram atestados que inviabilizaram 2.100 dias de trabalho
Ter, 29 de Junho de 2010 18:46
Paulo
Prefeito Airton Morais(PT) diz que a situação chegou ao limite e pediu auxílio do Legislativo para providências.
A indústria de atestados médicos que atinge empresas na região, é uma triste realidade também no serviço público. Em Novo Machado, o prefeito Airton José Moraes(PT) foi a Câmara de Vereadores ontem(28) pedir a aprovação de um projeto que busca disciplinar o uso dos atestados, que de direito, existem, para que o trabalhador esteja amparado em caso de problemas de saúde.
Para o prefeito Morais os mais de 2 mil e 100 dias de atestados médicos em apenas 18 meses de governo, registrados por servidores junto ao Departamento de Recursos Humanos da municipalidade, é uma afronta ao bom senso, e merece a regularização, o estabelecimento de um limite.
Se o projeto for aprovado na próxima sessão do Legislativo novomachadense, marcada para segunda-feira, 5 de julho, o servidor que tiver atestados médicos superiores a dois dias e não comprovar com exames a doença, vai perder o auxílio-alimentação, que vale em torno de R$ 120,00 em produtos alimentícios/mês.(cesta básica)
O prefeito manifestou-se indignado com a situação ao condeceder entrevista a Rádio Olinda FM na última terça-feira, e diz que já contatou médicos da região para que tenham mais cuidado ao dispensar tais documentos, porém a medida não surtiu o efeito desejado, obrigando a criação do projeto, até como resposta ao contribuinte, destaca.
O prefeito diz que o abuso já vinha sendo praticado em administrações anteriores, mas estaria se agravando nos último meses. "Tem gente que está de atestado, para passear, pescar no Rio Uruguai ou fazer bico, trabalhando como servente, pedreiro, motorista para outras pessoas ou atender trabalhos particulares". O prefeito destaca ainda: "-É constrangedor o cidadão chegar sorrindo e entregar um documento que atesta que está doente, chegamos ao limite, e precisamos dar uma resposta a nossa comunidade", conclui.