Polêmica envolve reajuste salarial dos servidores municipais de Horizontina
Ter, 31 de Maio de 2011 12:28
Paulo
Prefeito Colato concedeu reajuste e criou vale-alimentos sem ouvir propostas da assembléia dos trabalhadores
A falta de diálogo do governo Colato&Ricardo com os servidores representados pelo SMH- Sindicato dos Municipários de Horizontina, pode custar o desgaste de uma inédita greve da categoria a partir da segunda metade da semana vindoura.
O prefeito mandou a apreciação do Legislativo na sexta-feira da semana passada, dia 20 de maio, projeto referente a revisão geral anual, garantida por lei aos servidores públicos municipais, depois de cancelar audiências solicitadas pela direção do sindicato, que pretendia apresentar ao mandatário, as propostas dos trabalhadores, aprovada em assembléia geral dia 29 de abril.
O prefeito Colato admitiu na imprensa, que o percentual de 2% de reajuste real, a reposição das perdas inflacionárias de 6,3% e a criação de um vale-alimentos de R$ 40,00(só para servidores de carreira) foi discutido somente por seu secretariado.
“É de longa data que a Administração Municipal se preocupa com o bem estar e a qualidade de vida de seus servidores, seria de nosso agrado poder conceder um reajuste real bem acima disto, porém efetuando os levantamentos orçamentários, podemos constatar que aqueles que têm salários mais baixos, o valor do auxílio alimentação que criamos representa cerca de 7% do salário, somado ao reajuste de 8,30% temos cerca de 15% de acréscimo em seu rendimento mensal, o que é um avanço significativo. Essa é nossa condição e possibilidade”, finaliza.
A assembléia dos servidores aprovou reajuste real de 10%, mais a reposição das perdas de 6,3%. Também propôs redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas junto a Secretaria de Obras, a criação da CIPA para prevenir acidentes de trabalho envolvendo os servidores e a continuação da Reforma Administrativa instalada em 2009, que encontra-se parada e sem nenhum posicionamento oficial da administração.
A proposta não foi sequer discutida entre as partes, pois segundo Valdecir Sost Bobato, presidente do SMH, na data da audiência marcada pelo sindicato para entrega da pauta ao gestor, a assessoria do prefeito informou do cancelamento momentos antes.
Um ato público, foi realizado na manhã de ontem em frente a prefeitura, onde os servidores manifestaram seu descontentamento e reivindicaram a reabertura das negociações, concedendo prazo até quarta-feira, dia 1 de junho para uma resposta. A deflagração inédita de greve, não foi descartada.