Em campanha para reeleição Cristina Kirchner visita Dilma e tratam das barragens no rio Uruguai
Seg, 01 de Agosto de 2011 18:54
Paulo
E a região fronteira Noroeste do Rio Grande do Sul esteve evidenciada na reunião de quase duas horas, entre a presidenta brasileira Dilma Rousseff e a mandatária argentina Cristina Kirchner.
Alem da flexibilização das barreiras comerciais entre os dois paises, que nos últimos meses frearam as exportações, as duas presidentes aprovaram a abertura da licitação internacional para contratação dos Estudos de Viabilidade e Projetos nas usinas de Garabí em Garruchos na região Missões, e a Panambi em solo do município de Alecrim.
Pelas ordens de Dilma e Cristina, as estatais Ebisa da Argentina e Eletrobras do Brasil, darão início ao processo ainda no terceiro trimestre deste ano.
Em função do lago da Panambi, 7 municípios da Fronteira Noroeste e 4 da região celeiro sofrerão os impactos. As duas hidrelétricas juntas terão capacidade geradora de 2.200 Mw/hora e custarão aos cofres em torno de 5,2 bilhões de dólares.
A estimativa é que, entre o início dos estudos e a conclusão das obras, sejam necessários seis anos. Neste período, as obras devem gerar 40 mil postos de trabalho, entre empregos diretos e indiretos, segundo o consórcio responsável pelos estudos, formado pela empresa brasileira CNEC e pelas argentinas Esin e Proa.
O projeto da barragem Panambi terá o reservatório ocupando terras brasileiras nos municípios de Alecrim, Dr. Mauricio Cardoso, Novo Machado, Porto Mauá, Santo Cristo, Tucunduva, Tuparendi, Crissiumal, Derrubadas, Esperança do Sul e Tiradentes do Sul. Na Argentina, ocupará parte dos Departamentos de 25 de Mayo, Oberá e Guaraní em Misiones. Estima-se que a população afetada será de 1.300 pessoas na área urbana e cerca de 5.400 pessoas na área rural.