Vereadores do PTB de Novo Machado acusam governo Moraes de persegui-los
Qui, 29 de Dezembro de 2011 09:53
Paulo
Repercute no meio político em Novo Machado a polêmica eleição da nova mesa diretora do Poder Legislativo realizada na última terça-feira(27), quando registrou-se a quebra de um acordo político entre PTB e PT que deveria conduzir Laércio Angelim(PT) a presidência. Com dois votos da sua bancada e três da bancada de oposição representada pelo PP, Auri José Fiut acabou eleito.
Os vereadores do PTB Adelar Reinke atual presidente, e Auri Fiut, presidente eleito para 2012, justificaram nesta quinta(29) que seus posicionamentos são motivados pela forma que são tratados pelo atual governo, chefiado pelo petista Airton José Moraes. Segundo eles, logo nos primeiros meses de governo, diante de problemas de saúde do Secretário de Obras, que integrava o partido, o prefeito não aceitou três nomes sugeridos pelos trabalhistas para substituir o titular.
Na eleição para o comando do diretório municipal do PTB, novamente teria havido a interferência do gestor municipal, ameaçando os cargos de confiança pertencentes ao partido de exoneração, caso não votassem em determinado grupo para comandar o partido.
Por fim, alegam que os programas municipais que estão sendo desenvolvidos com sucesso pelo atual governo, foram aprovados pelo legislativo, e o prefeito não reconhece devidamente o empenho dos vereadores.
Os dois edis anteciparam posicionamento de forma pública, que não apoiarão o prefeito Airton Moraes para reeleição, ao contrário de 2008, quando trabalharam para isso. Fiut acabou sendo o vereador mais votado da referida coligação naquele pleito.
O atual presidente Adelar Reinke, destaca que o atual governo petista, não teria motivos para tratar com essa diferenciação os dois parlamentares. Segundo ele, os 68 projetos enviados ao Legislativo neste ano, todos foram aprovados com os votos do PTB. Reinke destaca que tanto ele, quanto Fiut, acatarão a decisão da convenção municipal de 2012 com relação a candidatura a prefeito ou composição de aliança, mas que defenderão candidato próprio do PTB e trabalharão contra uma composição com o PT se o candidato for o atual prefeito.
A rebelião dos dois petebistas no entanto não ameaça o atual prefeito nas votações de 2012. Pelo menos na imprensa, Fiut e Reinke destacaram que seguirão votando como integrantes da bancada situacionista.