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Enquete do Jornal do Almoço reprova construção do novo prédio da Câmara

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65% dos telespectadores que votaram são contrários à obra  

Os telespectadores de Horizontina reprovaram com mais de 65% dos votos a construção do novo prédio da Câmara Municipal de Vereadores. Matéria sobre o projeto da construção e o abaixo assinado contrário à obra foram objeto de reportagem divulgada pelo Jornal do Almoço da RBS TV Santa Rosa nesta semana. Pouco mais de 34% dos votos foram favoráveis.

O idealizador do abaixo assinado, empresário Luis Maia, afirma que os números não lhe surpreendem e estabelecem aquilo que defende desde o começo dos debates, que a esmagadora maioria da população é contrária a esse investimento. "Nós já temos prédio da Câmara, o que nos falta são prédios onde empreendedores possam abrigar ampliações de suas pequenas indústrias gerando mais empregos", defende. O empresário contabiliza mais de mil assinaturas de pessoas e lideranças contrárias a obra que promete entregar ao Ministério Público.

O presidente do Legislativo Alvaro Callegaro(PP) destaca que o contraponto faz parte do processo democrático, e considerou que o número de quase 35% de pessoas que concordam com a obra é significativo e acima do esperado, diante da forte campanha contrária ao projeto que está estabelecida na comunidade.

Acredita Callegaro que boa parte da população ainda desconhece o objetivo e a funcionalidade do novo prédio. Considera que o Legislativo está obrigado a promover a construção, já que havia de três anos o terreno foi adquirido, inclusive a aquisição foi feita através de regime de urgência e Tribunal de Contas já questionou essa aquisição e a não construção.

"Nós vamos promover uma audiência pública em dezembro para debater com a comunidade mais profundamente o projeto, determinamos modificações no mesmos com redução de salas, diminuição do tamanho do plenário, vagas de garagem etc, o que devem reduzir substancialmente o valor a ser investido", explicou. O presidente também atribuiu a motivações político partidárias a mobilização contrária a obra. "Fosse algo natural, o caminho dessas lideranças seria nos procurar, manifestar essa discordância sem alarde o que não aconteceu", defende-se.

 

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