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Home Saúde Saúde e Qualidade de Vida Falta de UTI Móvel pode ter contribuido para morte de bebê

Falta de UTI Móvel pode ter contribuido para morte de bebê

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Realidade vivida por médico e familia de Porto Xavier reabre debate sobre aparelhamento do SUS 

Morreu na noite de sexta-feira(1) o bebê que nasceu pesando mais de 6,8 quilos em Porto Xavier, nas missões. Ele apresentou problemas cardiacos e não pode ser transferido a tempo para uma UTI neonatal, por falta de ambulância apropriada.

A morte reabriu a discussão sobre a carência de leitos de UTI neonatal e de ambulâncias equipadas aqui na região Noroeste do RS. Nascido às 14h de sexta-feira ele morreu 14 horas mais tarde, por problemas respiratórios. O quadro foi detectado após o parto e foi se agravando com o passar das horas. A ambulância com UTI neonatal enviada para transferir o bebê a Santo Ângelo chegou tarde demais.

De acordo com a 12ª Coordenadoria Regional de Saúde, que abrange 25 municípios, o hospital mais próximo com UTI neonatal para atender o bebê seria o de Santo Ângelo, a 131 quilômetros. O leito foi obtido por intermédio do governo do Estado às 19h, mas o atendimento esbarrou na falta de transporte.

Conforme o clínico-geral do Hospital de Caridade Nossa Senhora dos Navegantes de Porto Xavier, Cassius Gablo Schentko, o Hospital de Caridade de Santo Ângelo teria exigido que a criança fosse transferida em uma ambulância com UTI neonatal, inexistente no serviço público e disponível apenas via empresas terceirizadas.

A ambulância contratada nesses casos, é a da Unimed, mas elas estavam em serviço na hora em que eram necessários, e o bebê morreu à espera de transferência. O médico Schentko, disse que se pudesse voltar atrás, teria transferido a criança em uma ambulância mais simples.

 

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