Hospital de Horizontina sofre com falta de médicos
Sáb, 07 de Maio de 2011 18:12
Paulo
Oswaldo Cruz quer contratar com urgência 6 novos médicos
Constantes reclamações da comunidade quanto a morosidade de atendimentos, a quantidade de horizontinenses encontrados pelos corredores de hospitais ou clínicas da região, os mesmos médicos plantonistas e a falta de opções nas mais diversas especialidades, começam a ter uma explicação lógica em Horizontina. O médico Milton Yzolan, novo diretor do Hospital Oswaldo Cruz, e seu vice-diretor Antônio Lajus, disseram neste sábado(7) em entrevista à Rádio Olinda FM, que a casa de saúde sofre com a falta de médicos “ Precisamos contratar com urgência, pediatra, gineco-obstetra, endocronologista, cardiologista, cirurgião geral e traumatologista, e apelamos para que a comunidade regional nos ajude encontrar profissionais divulgando essas vagas em suas redes de contatos”, apelou Yzolan.
Segundo ele, os profissionais existentes não conseguem atender a demanda de serviços, o que obriga muitas pessoas a se deslocarem para outras cidades em busca de tratamentos cobertos por convênios ou particulares. Já os pacientes do SUS, para quem o hospital presta serviços, sofrem com a ambulancioterapia, precisam buscar referências não supridas pelo corpo clínico atual, e que poderiam ser ofertadas aqui. “-O paciente que sai para tramento médico, passa a comprar e consumir nas cidades onde vai, isso economicamente prejudica não só o hospital, mas a cidade”, reconhece. Yzolan destaca no entanto, algumas exigências para as novas contratações. “-Nós queremos profissionais que estejam acima de nosso nível, para agregar qualidade aos serviços, não vamos contratar ninguém que esteja igualado ou abaixo do que já temos”. O hospital perdeu recentemente três profissionais um por mudança de cidade e outros por terem sido aprovados em concursos públicos de prefeituras. “O quadro efetivo reduzido é o que motiva os mesmos médicos revezando-se por dias ou noites nos plantões do SUS que o hospital mantém”, explica.
A dificuldade em contratar, segundo ele, não é pela remuneração, pois é possível que um médico ganhe mais dinheiro trabalhando em uma cidade interiorana, no Oswaldo Cruz, por exemplo, do que nos grandes centros, mas os profissionais preferem instituições de grandes cidades, onde estejam menos expostos a erros ou a cobranças do paciente ou familiares. “ Não é todo o médico que aceita morar onde todo mundo sabe quem é o doutor, qual é a casa ou o carro dele, há médicos mais jovens, preferindo grandes hospitais, optam por ter maior privacidade”, informou.
Os novos diretores do Oswaldo Cruz, além da medida de contratar urgentemente 6 novos profissionais, pretendem ampliar o plano próprio de saúde, o Hoc Med, criando a modalidade Rural, voltado a agricultores e seus familiares. Também vão recriar o programa Parto Programado, onde os futuros papais e mamães adquirem pacote antecipado, que garante desde o exame pre-natal(consultas de acompanhamento), a internação na maternidade, serviço de parto, com ou sem cesária com pagamento antecipado, com descontos, de forma parcelada. “Além de não desequilibrar o orçamento familiar na parte final da chegada do bebê, a convivência com o médico, com a casa de saúde garante a familia, a tranqüilidade psicológica necessária para todos os momentos do nascimento de uma criança, e auxilia financeiramente a instituição”, diz o vice-diretor Antônio Lajus.