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Secretaria da Saúde de Horizontina intensifica vacinação contra gripe H1N1

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 Médico Rubens Bins diz que vacina começa a fazer efeito em 21 dias

O Coordenador da área de epidemiologia do Sistema Municipal de Saúde de Horizontina, médico Rubens Bins conclamou a comunidade cujas faixas etárias se encaixam na campanha de vacinação contra a gripe H1N1, para que compareçam aos postos de vacinação. Nesta semana estará prorrogada a vacinação das faixas etárias cujas imunizações encerraria na última sexta-feira, ou sejam crianças de 6 aos 23 meses e 29 dias, gestantes, idosos e pacientes que pertencem a grupos de risco por serem portadores de doenças crônicas e comorbidades. Também começa a imunização para a população entre 20 e 29 anos que estende-se até dia 23 de abril.
Bins não esconde preocupação, que é compartilhada pelas autoridades de saúde de toda a região da 14ª CRS, já que a procura pela imunização está sendo considerada abaixo do esperado. Em Horizontina foram recebidas 9.688 doses da vacina contra a gripe H1N1, com a distribuição dirigida a 198 doses para trabalhadores na área da saúde, 229 doses para gestantes, 1.263 para pacientes crônicos ou com comorbidades, 3.263 doses para a população entre 20 e 29 anos, 344 doses para crianças entre 6 meses e 2 anos e 2.983 doses para a população que possui entre 30 e 39 anos.
A vacina, destaca Rubens, é totalmente segura. “A vacina é isenta de risco, e eventuais correntes eletrônicas(e-mails, spams etc) que colocam dúvidas quanto a eficácia ou riscos da vacinação, não tem qualquer cabimento ou sustentação técnica/científica”, esclarece o médico.
Segundo ele, arriscado é quem está dentro da faixa de vacinação não ser imunizado, pois neste caso estará exposto aos riscos de uma eventual nova onda do virus que pode se restabelecer com a chegada das temperaturas baixas. “Na dúvida, as pessoas podem procurar a nós médicos ou a equipe responsável pela imunização para esclarecer, receber orientação”, conclui.
Na próxima semana, a partir da segunda-feira, dia 5 de abril estendendo-se até o dia 23/4 devem comparecer aos postos de vacinação a população com idade entre 20 e 29 anos. (foto Rubens)

 

Saiba Mais:

Nos adultos, a injeção é feita no braço. Nas crianças menores de dois anos, a recomendação é que a aplicação seja na parte frontal da coxa.

A vacina é segura e já está sendo aplicada em vários países. Como em qualquer vacinação, porém, pode ocorrer febre, mal-estar e dor muscular no local da aplicação. Esses efeitos são esperados e comuns.

Com exceção de alérgicos à proteína do ovo e quem já teve a síndrome de Guillain-Barré, todos podem tomar a vacina contra a gripe A. Quem estiver com algum quadro de infecção aguda e febril deve esperar ficar melhor para receber a vacina.

A efetividade da vacina é de 95%. Como a vacina é para o vírus A H1N1, a pessoa não ficará imune a outros tipos de vírus. Por esse motivo, pessoas com mais de 60 anos e portadoras de doenças crônicas serão vacinadas contra a gripe A e contra a gripe sazonal. Se alguém ficar doente após receber a vacina da gripe A, será por ter contraído outro vírus.

A pessoa pode tomar a vacina contra a gripe A e depois tomar a vacina contra a gripe comum, é a única forma de se proteger contra os dois tipos da doença. Nos postos de saúde, a vacina contra a gripe comum só é gratuita para idosos dentro do período da campanha.

Pode se tomar a vacina estando resfriado, não há contraindicação. Se houver febre alta, porém, é melhor esperar o fim do quadro para receber a vacina.

As mulheres grávidas podem tomar a vacina, é extremamente recomendado, uma vez que as gestantes compõem um dos grupos de risco. Quem engravidar depois desse período também deve se vacinar.

A vacina começa a fazer efeito no organismo de 14 a 21 dias após a aplicação.

A dose protege enquanto o vírus não sofrer mutação. Em geral, a tendência dos vírus da gripe é de circular durante dois a três anos, segundo técnicos do Ministério da Saúde. Por isso, a vacina deve ser reaplicada periodicamente.

As faixas etárias dos dois anos aos 19 anos, dos 40 aos 60 anos e acima dos 60 anos sem doenças crônicas não receberão a dose gratuitamente. Essas pessoas poderão ser vacinadas gratuitamente se portarem doenças crônicas. Se não for o caso, elas não se enquadram nos grupos de risco da doença, conforme definição do Ministério da Saúde. Quem quiser tomar a dose pode procurar uma clínica particular.

Os grupos prioritários que receberão a vacina foram aqueles que tiveram maior risco de desenvolver formas graves da doença e de morrer. Eles foram definidos em parceria com representantes de sociedades científicas, Estados, municípios e entidades de classe. Os critérios levaram em conta as recomendações da Organização Mundial da Saúde, a observação da primeira onda da pandemia no Brasil e a experiência dos países do Hemisfério Norte.

A vacina é do tipo monovalente, protege apenas contra o vírus da gripe A.

Quem contraiu o vírus em 2009 deve se vacinar. A vacinação é justamente para prevenir que as pessoas voltem a contrair o vírus neste ano. Isso porque o vírus é mutante e evolui a cada estação.

As pessoas que perderem o período do seu grupo poderão se identificar nos postos de saúde e solicitar a vacina até 21 de maio (data prevista para o fim da campanha) ou enquanto houver disponibilidade em estoque.

A recomendação é que a vacina seja aplicada por pessoas habilitadas. No caso, enfermeiros, técnicos em enfermagem, auxiliares de enfermagem, médicos e cirurgiões-dentistas.

Quem fez vacina contra outra doença recentemente, pode ser vacinado contra a gripe H1N1 Não há contra-indicação.

O Tamiflu é o medicamento para quem já contraiu o vírus. Qualquer médico pode receitá-lo. Na rede pública, a droga pode ser obtida gratuitamente mediante retenção da receita e prescrição médica com validade de cinco dias.


 

Fontes: Programa Estadual de Imunizações da Secretaria Estadual da Saúde e Ministério da Saúde

 

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Paulo Staziaki

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