Patriotismo: simbologia de uma sociedade
Dom, 18 de Setembro de 2011 21:55
Paulo
Somos seres geneticamente sociais. Vivemos, sobrevivemos e nos movimentamos em sociedade. Somos sociedade. Sociedade que se perpetua através de sua cultura manifestada na linguagem, na musicalidade, no vestuário, na alimentação, nos costumes e hábitos, nas crenças, na simbologia...
Uma sociedade é marcada por rituais que possuem força de congregar seus membros e uni-los na defesa de seus princípios. Nessa semana temos uma data especial que envolve a nós brasileiros: comemoramos e reverenciamos nossa pátria. E, o que é pátria? Teremos conceitos que possam retratar esse sentimento por nossa pátria? Patriotismo? Séra que essa palavra abarca a grandiosidade da pátria tão querida? Me ancoro num poeta que tentou, com sua sensibilidade poética, descrever seu amor por sua pátria. Eis pequenos trechos da poesia “Minha pátria” de Vinícius de Moraes:
Minha pátria é como se não fosse, é íntima
Doçura e vontade de chorar; uma criança dormindo
É minha pátria. Por isso, no exílio
Assistindo dormir meu filho
Choro de saudades de minha pátria.
Se me perguntarem o que é a minha pátria direi: Não sei. De fato, não sei
Como, por que e quando a minha pátria
Mas sei que a minha pátria é a luz, o sal e a água
Que elaboram e liquefazem a minha mágoa
Em longas lágrimas amargas....
Porque te amo tanto, pátria minha
Quero rever-te, pátria minha, e para
Rever-te me esqueci de tudo
Fui cego, estropiado, surdo, mudo
Vi minha humilde morte cara a cara
Rasguei poemas, mulheres, horizontes
Fiquei simples, sem fontes.
Pátria minha... A minha pátria não é florão, nem ostenta Lábaro não;
a minha pátria é desolação
De caminhos, a minha pátria é terra sedenta
E praia branca; a minha pátria é o grande rio secular
Que bebe nuvem, come terra
E urina mar.
Mais do que a mais garrida a minha pátria tem
Uma quentura, um querer bem, um bem
Um libertas quae sera tamem
Que um dia traduzi num exame escrito:
"Liberta que serás também"
E repito!
Ponho no vento o ouvido e escuto a brisa
Que brinca em teus cabelos e te alisa
Pátria minha, e perfuma o teu chão...
Que vontade de adormecer-me
Entre teus doces montes, pátria minha
Atento à fome em tuas entranhas
E ao batuque em teu coração.
Não te direi o nome, pátria minha
Teu nome é pátria amada, é patriazinha
Não rima com mãe gentil
Vives em mim como uma filha, que és
Uma ilha de ternura: a Ilha
Brasil, talvez.
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Quem se locomove do centro da cidade para a ERS 305 com destino à Tucunduva necessita fazer um rally ao chegar no trevo de acesso à rodovia e, mais ainda para contorná-lo: não é somente alguns buracos que lá encontramos e sim, crateras incontornáveis. Um verdadeiro descaso do poder público. Até quando será necessário reivindicar o que é básico? Manter as rodovias públicas é dever básico do poder público, não é um favor aos cidadãos, e sim uma obrigação legal. Estamos na primeira década do século XXI e com uma ideologia governamental de idade medieval.
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Fatos históricos marcaram as ações dos parlamentares municipais: aprovação da Lei Ficha Limpa e as manifestações sobre a intencionalidade de manter o número de vagas na câmara de vereadores, além, é claro de abrir o debate com a população sobre essa temática regulamentada na Lei Orgânica Municipal. Essas ações por si só justificam o mandato de vereança. Debater a essência da organização governamental é uma ação que merece reconhecimento pela ousadia e coragem. Melhor do que passar anos e anos em fofoquinhas de bastidores, denuncismo barato na tribuna (para isso existe a justiça) e debatezinhos sem fundamento que não agregam e sim fomentam discórdias, rancores e os descredenciam. Agora é saber se terão capacidade de planejamento para empreender tal jornada até o final. Creio que sim, pois estrutura, inteligência e boa vontade mostraram que possuem. Já é um bom começo.