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Home Tempo e Temperatura Clima na Região Clima na Fronteira Noroeste/Fenômeno La Niña se configura no Pacífico Equatorial

Clima na Fronteira Noroeste/Fenômeno La Niña se configura no Pacífico Equatorial

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Chuvas tendem a diminuir na região a partir de novembro 

Com o estabelecimento do fenômeno La Niña e o resultado dos modelos dinâmicos e estatísticos de previsão climática, que também indicam a persistência deste fenômeno pelo menos até o início do próximo ano, foi elaborada a previsão climática de consenso para o trimestre setembro, outubro e novembro de 2010, do CPTEC- Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais- INPE.

Esta previsão sugere maior probabilidade de chuvas acima da média no extremo norte da Região Norte e abaixo da média na Região Sul, especialmente no Rio Grande do Sul. Nas demais áreas, fica mantida a previsão de chuvas em torno da média histórica, ressaltando-se o declínio climatológico das chuvas no leste do Nordeste no início deste trimestre.

As temperaturas estão previstas na categoria acima da normal climatológica no setor central do Brasil, que inclui o centro-sul da Região Norte, o norte da Região Centro-Oeste e a maior parte do Nordeste. Nas demais áreas, estão sendo previstos valores em torno da normal climatológica.

Na região Fronteira Noroeste a nova estação chegou com tempo severo, raios e chuvas que em dois dias atingiram 60% do volume esperado para todo o mês. Segundo o administrador do Aeroporto Walter Bündchen, Vilmar Manteufel, até o meio-dia de ontem, quinta feira, o volume acumulado chegava aos 90mm.

Mas é justamente a previsão de estiagem que preocupa a região. No último dia 11 de setembro, o programa Forum 101, da Olinda FM debateu a questão da seca, com Secretário Municipal da Agricultura de Horizontina Averi Padoim, o ex-prefeito de Tuparendi Itálico Cielo, representante da Emater Sadi Schmidt e o professor da Fahor Joel Tauchen.

“O ciclo da seca”, processo que se repete com uma frequência cada vez maior e que afeta a vida das pessoas na região, segundo o secretário Averi Padoim a agricultura é a mais atingida. Uma boa tecnologia no plantio é aplicada, mas quando a estiagem chega causa uma grande frustração, influenciando e comprometendo o resultado econômico.

Ao longo do programa se constatou que algumas ações foram realizadas para minimizar os efeitos da seca, a maioria incentivadas pelos governos, como a construção de açudes e cisternas, entretanto, conforme informação do representante da Emater Sadi Schmidt, somente 20% das propriedades rurais possuem alguma espécie de reservatório para armazenar a água a fim de utilizá-la numa situação de estiagem ou até mesmo para irrigar as plantações e disponibilizar aos animais.

O professor Joel Tauchen enfatizou que, segundo especialistas, a tendência é de que tenhamos novamente um período de estiagem prolongada e isso implica em falta d’água para manter as culturas vegetais e os efeitos que todos conhecem.

Segundo Sadi Schmidt, não é só a falta d’água que afeta a agricultura, mas também as altas temperaturas que se acometem em nossa região, principalmente nos últimos 25 anos. “-Nosso solo é muito compactado o que dificulta a infiltração d’água, temos um bom potencial de armazenagem que poderia ser utilizada nas épocas de estiagem”, diz. Segundo ele, entre as soluções para minimizar os efeitos da estiagem pode-se destacar a reservação de água resultante das épocas de chuva abundante, construção de micro açudes, adoção de sistemas de irrigação, preservação de nascentes e cursos de rios, construção de poços artesianos, reestruturação do solo, mas para isso é preciso recursos, orientação e incentivo.

Itálico Cielo, sindicalista, lançou o seguinte desafio: “Que tenhamos a capacidade de sentar com a pesquisa, com a assistência técnica, com as universidades, com os governos e montar um fórum de debate permanente para encontrarmos saídas”.

A partir do debate pode-se perceber que existem muitas ações e possibilidades para minimizar os efeitos da seca que com certeza virá. Para Cielo, é preciso mudar a cultura com relação a este tema. Precisamos aceitar, em primeiro lugar, o fato de que uma nova estiagem irá acontecer e outras, e mais outras e mais outras. É um fenômeno cada vez mais presente, e temos que aprender a conviver com ele. Isso não significa adotar uma postura conformista, pelo contrário, precisamos agir, e agir no momento em que temos energia e condições para fazer isso, se não for assim, a única solução que resta é a do carro pipa, finaliza.

 

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Paulo Staziaki

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