Santo Cristo/Tucunduva: Localização geográfica é a explicação para alta incidência de raios
Dom, 15 de Maio de 2011 20:06
Paulo
Inpe concluiu estudo na semana passada
Não é raro Santo Cristo ser noticia com prejuízos especialmente prediais e com animais atingidos por descargas elétricas durante precipitações climáticas. As ocorrências seguidamente relatadas, mereceram explicação nesta semana, na divulgação de um ranking elaborado pelo ELAT-Grupo de Eletricidade Atmosférica vinculado ao INPE-Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, que confirmou Santo Cristo como o município com maior incidência de raios no Rio Grande do Sul. Tucunduva está em terceiro lugar.
Em média, são registradas no território santocristense 11.4 descargas atmosféricas por km2/ano. Tucunduva tem 11.1 e na segunda posição Pinheirinho do Vale, supera a terra da música com 11.2.
A meteorologista Estael Sias, diz que a situação tem uma explicação climática. -”Na primavera as áreas de instabilidade sempre avançam de oeste/noroeste para o oceano provocando as tempestades mais severas nessas regiões, sobretudo, em relação a descargas elétricas – esclarece. Os três municípios chamam atenção pelo grande número de raios em um pequeno território.
Para efetuar a medição da incidência de raios o ELAT/INPE possui sensores que detectam raios em nove estados e no Distrito Federal. A assessoria do Instituto explica que quando um raio cai, ele gera um campo eletromagnético, e este campo é “percebido” pelo sensor. Existem sensores com tecnologia que chegam a captar a queda de um raio a até 2.000km de distância. Depois o sensor envia um sinal para a central do INPE e a incidência da descarga é registrada no banco de dados. Após os registros, o banco de dados faz a somatória da quantidade de raios.
Para o futuro as previsões são pessimistas. As próximas duas décadas apresentarão um acréscimo ainda maior no número de raios. De acordo com o ELAT/INPE a incidência aumentou muito em virtude do desenvolvimento e urbanização das cidades, que deram origem aos grandes centros urbanos, que gera um aquecimento local que somado ao aquecimento global contribui para a formação de tempestades mais intensas e em maior quantidade.