20/09/15- RS-Mais de 2000 pessoas debateram SUS neste final de semana

20/09/2015 21:01:40 - Saúde
20/09/15- RS-Mais de 2000 pessoas debateram SUS neste final de semana

FOTO:Ana Denise/Especial FC. Conferência em seus debates finais neste domingo em POA.

O final de semana foi de debates sobre o Sistema Único de Saúde para os gaúchos. Iniciada na sexta-feira (18) e encerrada neste domingo (20), foi realizada a sétima Conferência Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul. O evento contou com mais de duas mil pessoas para discussões sobre o aprimoramento da saúde pública. Assuntos como Participação e Controle Social, Relacionamento Público-Privado, Financiamento e gestão do SUS e Modelos de Atenção à Saúde foram intensamente debatidos pelos participantes.

Segundo a presidente do Conselho Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul, Célia Chaves, o momento foi oportuno para a criação de novas ideias para a saúde. “Formular um conjunto de propostas que possam se transformar efetivamente em políticas públicas estaduais, e tirar obviamente as propostas para se encaminhar no nível nacional para que se tenha uma política pública de saúde adequada e que propicie efetivamente o atendimento à saúde que a nossa população merece.”

         Antes da conferência estadual foram realizados mais de 400 eventos durante a etapa municipal, ação que mobilizou mais de dez mil pessoas. Em Horizontina, a Secretária de Saúde Elisandra Franco dos Santos, destaca a fase municipal dos debates com a sociedade realizada junto ao CTG Carreteiros de Horizonte em junho último, sob a coordenação do Conselho Municipal de Saúde, presidido por Rubens Beras.

Na Conferência Estadual deste final de semana, as representantes de Horizontina foram Ana Denise Strapassom, Veridiana Dornelles, a Agente de Saúde Louvani e a Enfermeira Marli que representou o Hospital Oswaldo Cruz. O financiamento da saúde foi um dos temas que mais repercutiram nos encontros. “O financiamento não é só um problema da União. O financiamento é concorrente, ou seja, a União tem que colocar dinheiro na saúde, os estados têm o percentual de 12% mínimo, os municípios um percentual de 15% mínimo. Então, o estrangulamento do financiamento atinge a todos os entes federados, a todos os operadores sistêmicos, municipais, estaduais e a União. Então o debate do financiamento é um debate local, regional e nacional. É um debate que tem que envolver a todos que militam na área da saúde e toda a sociedade precisa ser convidada a refletir sobre a necessidade de mais recursos, destacam as representantes horizontinenses. 

Até dezembro, mais de dois milhões de pessoas em todo o Brasil  devem participar das plenárias populares regionais, da plenária nacional, das conferências municipais e estaduais e das conferências livres. 

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