21/01/2016....Irmãos Heissler voltam à cidade para audiência de instrução do Caso Jaciele

21/01/2016 20:53:02 - Policial
21/01/2016....Irmãos Heissler voltam à cidade para audiência de instrução do Caso Jaciele

Luis Felipe (com a mão no rosto) e Alan Diego (ex-companheiro da vítima).

Na tarde desta quinta-feira (21) ocorreu a primeira fase da Audiência de Instrução do Caso Jaciele, quando Ministério Público e Defesa apresentaram testemunhas objetivando esclarecer o assassinato brutal da jovem, ex-namorada de um dos suspeitos que estão presos havia 90 dias.

         Jaciele Daiane Silva dos Santos namorou e morou com Alan Diego Heissler por quase cinco anos. Foi um relacionamento de fases muito conturbadas até que agressões puseram fim a convivência. Mas eles não pararam de se ver. Segundo a mãe, Alan Diego ligava para a jovem, que ia ao seu encontro por diversas razões, às vezes para tomar o valor da prestação de eletrônicos comprados no nome dela, e por último para recuperar um notebook que Alan havia quebrado durante uma briga, e prometia conseguir outro.

         Após passar a noite na casa de um namorado com quem iniciava um novo relacionamento, Jaciele teria se despedido dele e ido à casa da mãe, e depois, após um telefonema até a casa de Alan para buscar o dito “computador”. Seria sua última viagem. Segundo teria admitido Alan no inquérito policial (pois ele e o irmão ainda não falaram em juízo), naquela fatídica manhã de 5 de outubro os dois transaram e após Jaciele deixou sua casa. Mas o cerco foi se fechando. A mulher sumiu, seu celular foi vendido, a churrasqueira da casa reformada e após quinze dias de investigações, partes do corpo foram encontradas ocultadas entre paredes e fundo da churrasqueira, na casa onde moravam Alan Diego e o irmão Luis Felipe, que trabalhavam como pedreiros na empreiteira do pai, um conceituado construtor horizontinense. 

         Alan Diego teria afirmado segundo a polícia que um terceiro teria se desentendido e atirado em Jaciele e depois o obrigado a ocultar o cadáver. O irmão Luis Felipe nega qualquer participação. Diz que no dia do suposto assassinato chegou em casa, mas Alan não o deixou ir até a cozinha.

         A Polícia Civil está convencida de que o crime foi praticado pelos dois irmãos. Marcas de sangue foram encontradas na perícia em mais de um cômodo da casa. A casa foi muito bem lavada após o assassinato, afirmam, mas a aplicação de um equipamento especial permitiu a visualização de fragmentos contidos no sangue humano e que não são visíveis a olho nu.

         A prisão preventiva foi pedida e aceita pelo Judiciário. Na audiência desta quinta (21) a defesa dos réus pediu a revogação das prisões. O Ministério Público manifestou-se contrariamente e o juiz do caso Danilo Schneider Jr deve analisar o pedido ainda durante essa sexta-feira (22). Os irmãos Heissler estão presos no Presídio Regional de Santa Rosa.

Em vários momentos durante depoimentos das testemunhas arroladas pelo MP, entre eles três integrantes da Polícia Civil, uma amiga e a mãe da jovem (na condição de informantes), Alan e Felipe discordavam com o que era dito balançando a cabeça. Por várias vezes conversaram com o advogado, que no final dos trabalhos não quis gravar entrevista. 

         A defesa só apresentou uma testemunha, a namorada de Alan Diego na época dos fatos. Alegou que outras mudaram de endereço e forneceu os locais onde poderão ser encontradas num prazo de cinco dias. A fase de instrução ainda deve demorar algum tempo, pois serão ouvidas uma testemunha em Carazinho e outra em Santa Rosa. Algumas testemunhas arroladas pelo MP também não foram intimadas por não terem sido encontradas nos endereços citados. Amigos e colegas de serviço dos acusados também prestaram depoimento hoje. Os investigados não se pronunciam na audiência de instrução. As testemunhas responderam perguntas feitas pelo Juiz Danilo Schneider Jr, do Promotor de Justiça Ricardo Misko Campinero (acusação) e do advogado de defesa dos irmãos. 

         O Juiz Danilo Schneider Jr informa que depois de encerrada a fase de instrução, será aberto o prazo de vistas para o MP e Defesa para alegações finais. Após isso, é que o juiz irá analisar se pronuncia a sentença, impronuncia, desclassifica ou absolve sumariamente os réus,  ou se leva, ou não, para a plenária do júri. 

RÁDIO OLINDA FM- 

Imagens: Jornal Folha Cidade- Portal FC

Assunto: Policial

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