28/03/2017...Quem está usando a caneta em nome do prefeito?

28/03 16:44:40 - Politica
28/03/2017...Quem está usando a caneta em nome do prefeito?

Vereador Diogo Weiss desconfia que decisões contrariam o que defendia Lajus como candidato.

O vereador Diogo Luis Weiss do PP de Horizontina fez um desabafo ao completar os primeiros três meses de mandato e o mesmo período como Presidente do Poder Legislativo na sessão ordinária da última segunda-feira, dia 27. O parlamentar e seus demais pares no legislativo trabalham arduamente para resgatar a imagem de credibilidade do parlamento local, após o escândalo de assédio moral e sexual e atos de improbidade administrativa denunciados por uma funcionária no final de 2016 e que culminou inclusive com o afastamento do cargo seguido de segregação cautelar do Secretário Executivo da casa. O escândalo mereceu a instauração de uma Ação Civil Pública do Ministério Público, inquérito concluído e entregue ao Poder Judiciário.

Apesar da crise perante a opinião pública, os vereadores eleitos em 2016 e que tomaram posse dia 1º de janeiro não tem envolvimento algum com as situações investigadas. Desde o primeiro momento assumiram perante a sociedade compromisso de dar ao Legislativo espaço sério de debates dos problemas e demandas da comunidade, promover todas as ações com transparência, concluir a sede própria da Câmara Municipal e garantir a independência com harmonia entre os poderes.

         Mas Weiss não fez referências e esses pontos. O que lhe deixa intrigado é quem está com a caneta junto ao Poder Executivo. Em outras palavras, acha que o prefeito não decide de acordo com as suas convicções e possa estar havendo interferências ocultas para tomadas de algumas decisões. “Causa estranheza e desconfiança, pois a caneta pode não estar sendo usada pela pessoa que deveria, ou seja, o prefeito tem pessoas ao seu redor querendo usá-la talvez se aproveitando da bondade do “bom velhinho” usando-a contra sua própria vontade”, declarou o progressista.

“A falta de posicionamento ou de usar bem esta caneta, está causando interferências aqui na Câmara, como se o Poder Legislativo fosse uma extensão do Executivo, se o assunto é recurso financeiro, se passa a bola para a Câmara, como se pudéssemos resolver tudo”.

Weiss destaca que o Poder Legislativo, seja através da mesa diretora, da Comissão de Constituição e Justiça ou das lideranças de cada bancada e integrantes, está à disposição, não vai fugir do debate, mas que exigirá coerência, transparência e independência. Ele exemplifica como preocupante, a polêmica em relação à reposição salarial dos municipários, onde dois impactos financeiros com números divergentes se tornaram públicos, com a diferença de R$ 11 milhões entre um e o outro, enquanto com seriedade os edis buscavam ouvir e contemplar as reivindicações do magistério na garantia das seis horas de planejamento, e a recuperação salarial de quem de fato faz o município acontecer que são os servidores, inclusive, os professores. “Em um relatório de impacto o governo informa gastar mais de 51% na folha e no outro pouco mais de 45%, uma estimativa de arrecadação é de R$ 71 milhões e na outra planilha é de R$ 83 milhões. E o pior: a explicação simplesmente é de que houve um erro, um erro de R$ 11 milhões?” questiona.

Weiss defendeu, por fim,  uma proposta verbalmente e internamente apontada na Câmara pelos vereadores Valmor Dreher e Paulo César Fischer, da base aliada do governo, de realizar uma auditoria nas finanças municipais, averiguando a última Reforma Administrativa implantada no ano de 2016, na gestão anterior. “Acho que diante dessa discrepância de números ganha força essa proposta dos colegas sim, vamos passar a limpo tudo”, encerrou Diogo.

LS NOROESTE BAZAR E PAPELARIA