Advogado de Jappe questionará competência da Justiça Estadual para julgar operação Leite Compen$ado

20/05/2014 22:58:09 - Policial
Advogado de Jappe questionará competência da Justiça Estadual para julgar operação Leite Compen$ado

Jappe está preso havia um ano e nega as acusações

O advogado Carlos Eduardo Sheid, deverá recorrer com uma apelação e questionar a legalidade do processo, cuja sentença divulgada nesta terça(20), condenou o ex-vereador e comerciante Larri Lauri Jappe a dez anos de prisão em regime inicialmente fechado. A denúncia de que Jappe promoveu adulteração em sete cargas de leite nos meses de abril e maio de 2013 é do Ministério Público.  –“Irei questionar a competência da Justiça Estadual. O produto do leite é fiscalizado pelo Ministério da Agricultura, o que torna o processo nulo. Por outro lado, não houve uma perícia oficial. Apenas um parecer técnico de um profissional do ministério que é parte na ação penal. A perícia deveria ser realizada pela pericia publica”, disse ele ao portal de noticias G1 da Rede Globo.

Scheid ainda criticou a lista de provas elencadas pelo MP para condenar o vereador. –“ Não há uma prova cabal que confirme que houve leite apreendido com adulteração de Larri. Tão pouco há uma prova técnica que aponte a quantidade de substância proibida, em tese existente no produto, afim de comprovar se era nocivo ou não à saúde", argumentou.

Comerciante alegou ser vítima de sabotagem e perseguição política

 Preso durante a Operação Leite Compensado em maio de 2013, Jappe declarou em depoimento, no último dia 3 de abril, ser inocente e vítima de uma sabotagem política ou comercial. Na ocasião, a defesa do acusado alegou que não haveria provas suficientes para comprovar o envolvimento dele na fraude.

"A defesa tem plena convicção de que a acusação não produziu uma prova no sentido de configurar o crime que imputa. Não tem um dano à saúde pública e a perícia é extremamente frágil", sustentava na época o advogado de Jappe, Carlos Scheid.

Jappe denunciou, embora desprovido de provas, que sua estrutura organizacional, reunindo produtores em uma associação, comercializando o leite em lote e garantindo melhor remuneração ao litro do produto e menor custo na aquisição de insumos, impactando em menor custo de produção,  confrontou interesses comerciais e políticos de organizações classistas, das quais era politicamente adversário .

Também disse que na função de vereador, estava produzindo um dossiê sobre irregularidades que estavam sendo cometidas na administração pública local, em âmbito do Executivo e Legislativo e que isto teria vazado, provocando a sabotagem em seus caminhões por ação de quem possuía informações privilegiadas das ações do Ministério da Agricultura e do MP e que precisavam literalmente “lhe derrubar” e viram na referida operação, a grande oportunidade.

 

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