Amigos de Bibiana Zart voltam a pedir justiça

07/06/2014 17:47:13 - Policial
Amigos de Bibiana Zart voltam a pedir justiça

Foto: Paulo R Staziaki- Jornal Folha Cidade

Amigos e familiares da horizontinense Bibiana Canova Zart voltaram a realizar ato público na tarde deste sábado (7), pedindo o fim da impunidade para os assassinos e/ou mandantes do crime, já que nenhuma hipótese pode ser descartada.

Decorridos seis meses desde o assassinato da jovem, na madrugada de 06 de dezembro quando chegava a casa onde morava com os pais no bairro Industrial, ninguém foi responsabilizado pelo crime, qualificado como uma provável execução, já que dos pertences da jovem somente um celular foi levado. Dois homens fugiram em uma moto após atirar na mulher.

Portando faixas e cartazes o grupo concentrou-se na Praça 25 de Julho e depois caminhou por trechos da Avenida Tucunduva e ruas Uruguai e Sete de setembro, até o Fórum na Rua São Cristóvão.

No portão da sede do Judiciário o grupo afixou as faixas e os cartazes, cantou o Hino Nacional e rezou. Luciane Cardoso, a amiga confidente de Bibiana estava inconsolável e ao falar aos presentes e conceder entrevistas, várias vezes não conteve o choro. Segundo ela a dor da família aumenta a cada dia que o caso passa sem resposta. –“Sabemos que a Bibi não volta mais, mas queremos fazer justiça punindo os culpados na forma da lei, acreditamos nas nossas autoridades, mas não entendemos a morosidade e a falta de informações sobre o caso”, disse.

Os pais da jovem também participaram da caminhada, ainda muito abalados pela tragédia. Odila e Nivaldo Zart venderam a casa onde Nivaldo ainda tentou os últimos socorros à filha que agonizava naquela fatídica madrugada, e foram morar em um apartamento.

A Polícia Civil, através da delegada Beatrice Didier que é a responsável pelo inquérito, disse repetidamente nos últimos meses que o caso é dos mais complexos, que várias pessoas foram ouvidas, o computador pessoal da jovem foi periciado e que não pode antecipar outros detalhes, mas que o esclarecimento das circunstâncias que tenham motivado o crime e a identificação dos responsáveis está sendo tratado como prioridade.

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