CASO ELENITA ALTÍSSIMO: Agricultor matou mulher por sofrer pressão financeira e ameaças

12/04/2015 14:58:21 - Policial
CASO ELENITA ALTÍSSIMO: Agricultor matou mulher por sofrer pressão financeira e ameaças

Elenita Alstíssimo foi morta com quatro tiros dia 30 de março as margens da estrada que liga Três de Maio e Horizontina.

O Delegado de Três de Maio João Vittorio Barbato deu detalhes na última quinta-feira (09), sobre a autoria do assassinato da tucunduvense Elenita Altíssimo de 49 anos. A mulher foi morta no último dia 30 de março numa estrada que leva ao interior de lavouras, na lateral da ERS 342, município de Três de Maio.

A suspeita recaia desde as primeiras horas sobre o agricultor de 62 anos de idade residente no interior de Tucunduva Valdemir Tusset, que pouco depois de ter cometido o crime, teria saído com uma motocicleta de uma revenda simulando experimentá-la para comprar e jogado a mesma contra um caminhão na ERS 305, próximo à unidade da Cotrirosa, no distrito industrial de Tucunduva, havia 1.000 metros do perímetro urbano.

Ao delegado e dois investigadores, Tusset disse que tinha um relacionamento com a vitima havia três anos, mas estava arrependido dessa relação, pois a amante estaria lhe exigindo dinheiro mediante ameaças a ele e sua família. O homem contou que havia auxiliado a mulher na compra de um carro e mesmo assim ela exigia uma casa mobiliada, motivo do desentendimento fatal.

Na tarde do crime, Tusset saiu com a mulher e foram a um motel no município de Três de Maio, onde conversaram, mas não conseguiram se entender. Quando voltavam rumo a Horizontina, em clima de desentendimento pararam no local do crime e a mulher desceu do carro. A mulher continuava pressionando-o pelo dinheiro e reiterou ameaças. Quando ela tentou pegar uma bolsa que estava no interior do carro, Tusset atirou nela, temendo que dentro da bolsa estivesse alguma arma e ela pudesse atentar contra sua integridade.   

No acidente de trânsito possivelmente provocado pouco depois do crime cometido,  Tusset perdeu uma das pernas que teve de ser amputada, mas após duas semanas de internação hospitalar recebeu alta, estando na casa de uma filha. Para o delegado Barbato fica claro que Tusset tentou tirar a própria vida arrependido após cometer o assassinato.

Atestam à favor da tese do policial dois fatos: A existência de duas cartas escritas por Valdemir deixando claro a possibilidade de tirar a própria vida e mais a contratação de três seguros de vida onde em caso de morte, seus familiares receberiam uma cobertura de R$ 170 mil.

         O assassino confesso não deverá ser preso e responderá ao inquérito em liberdade. O delegado três-maiense justifica que ele é réu primário, tem residência fixa e encontra-se acamado com diversas lesões decorrentes do acidente sofrido, necessita cuidado de terceiros o que lhe impossibilita de fuga. O prazo para a conclusão do Inquérito Policial é de 30 dias.

 

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