Fandango com Os Monarcas inaugura novo CTG de Horizontina

16/06/2014 16:58:26 - Cultura

Obras no entorno preparam inauguração do novo Carreteiros de Horizonte

        Não faltou quem ao ver a planta inicial do novo CTG de Horizontina nos idos anos de 2007/2008 chamasse a patronagem, no mínimo, ousada, sonhadora, para não dizer no velho jargão gaúcho “É coisa de louco”.

         Abnegados tradicionalistas e produtores culturais, foram a área governamental e através da Lei de Incentivo a Cultura, conquistaram o direito legal de promover a captação de mais de R$ 1,2 milhão para que o então sonho, se tornasse a mais cristalina realidade para os pagos de Horizontina e arredores,   e um marco para o tradicionalismo gaúcho.

         Uma das mais belas estruturas em se tratando de um Centro de Tradições Gaúchas estará sediada no município. Mas a peleia foi brava. Captar os recursos envolveu além da busca da destinação de parte do imposto de renda de empresas locais, recursos de pessoas físicas e doações pessoais de tradicionalistas, empresários, cidadãos e cidadãs do município.  E se há coisa que definitivamente “não é fácil” é bater de porta em porta e pedir dinheiro.

         Ao inaugurar o novo centro neste sábado (21), na parte da manhã a partir das 8h20 terá a edição especial do Programa Prosa de Galpão da Rádio Olinda FM, abordando a história dos Carreteiros de Horizonte com convidados, sob o comando de Jonas Kondra e Dom Rodrigues, direto do novo CTG, registrando ao vivo a chegada histórica da cavalgada de São Sepé e valorizando o grande empreendimento cultural agregado a história do município. À noite culminando, um fandango animado pelo Grupo Os Monarcas antecedido por uma solenidade procedem à inauguração oficial.

         O crescimento do tradicionalismo no município é uma constante. Já são em torno de 10 os piquetes tradicionalistas associados ao CTG Carreteiros de Horizonte, um deles, as Calhandras do Horizonte, formado por prendas, senhoras e jovens, comprometidas com a disseminação dos bons costumes norteadores do dia a dia de quem cultiva em casa e na comunidade, o amor pelo pago.

         É a organização da sociedade tradicionalista local, que encanta até mesmo pessoas não nascidas no Rio Grande do Sul e que seguidamente passam a residir no município em razão da cidade ser sede de uma empresa multinacional fabricante de máquinas agrícolas.

         No momento que se ultimam os preparativos, a nova sede ganha a limpeza das imediações e o canteiro de obras passa a ser circundado por passeios públicos, adaptados para total acessibilidade, em ação de apoio da Prefeitura à entidade.

Em espaço privilegiado e na esquina de duas avenidas centrais, a área que havia pouco mais de uma década estava prestes a ser vendida para a exploração imobiliária, diante das enormes dificuldades que o Centro de Tradições Gaúchas enfrentava e que pela mão e coragem de Valmor Alfredo Dreher, ajudado por outros tradicionalistas, manteve-se o patrimônio, recuperou-se a grandeza, devolveu-se a credibilidade e com méritos, escreveu uma nova história, para ser contada aos netos, bisnetos e gerações que hão de vir.

Não há nesta terra, nessas horas de contagem regressiva para que as porteiras deste centro sejam oficialmente abertas, um só horizontinense que não sinta orgulho de ser ou estar gaúcho.

 

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