Marcas de uma história que não volta mais, Arduíno Raimundo Dalsenter visita Três de Maio

29/05/2015 10:42:16 - Geral
Marcas de uma história que não volta mais, Arduíno Raimundo Dalsenter visita Três de Maio

Créditos: Anelize Katiane Espindola

Arduíno Raimundo Delsenter visita Três de Maio esta semana e nos conta como foi sua trajetória no município. Atualmente mora na cidade de Porto Belo, Santa Catarina, em um sítio com a sua família.

Iniciou seus trabalhos no ano de 1954, com apenas 24 anos como Educador Artístico, professor de música, e residia na Avenida Santa Rosa. Quando se aposentou decidiu seguir trabalhando na área social, onde então convencido por terceiros se candidatou e infelizmente sofreu uma decepção muito grande, a qual o fez tomar a decisão de mudar de cidade. Relata que ajudou a criar o município, tudo que esteve ao seu alcance fez, nunca mediu esforços.

Quando pergunto como via Três de Maio naquela época, Raimundo busca os cantos da sala e sem rodeios responde, “Era um distrito com dois colégios e quatro hospitais, dois em Três de Maio, um em São José do Inhacorá e outro em Alegria, eram pequenas unidades, mas tinha, na minha visão a população era a mais bem servida do mundo em educação e saúde, pra mim, foi essa impressão linda que ficou”.

Raimudo ajudou a fundar o CEPERS da cidade, a organizar o Primeiro Festival Estudantil da Canção, interessou-se pelo futebol e para com o Botafogo. Quando pergunto do hino, Raimundo emocionado canta “Três de Maio, Três de Maio, todos cantam de alegria, a cidade que é jardim” entre risos continua a canção.

A Prefeitura Municipal organizou um concurso para os músicos da cidade, a exigência era que cada um desenvolvesse um hino e o melhor ganharia o concurso. Foram nove participantes com Raimundo. Relata que, “Eu o escrevi em um dia de chuva no Guaíra com a minha família, naquele tempo estava tirando minha licença prêmio onde a cada 10 anos o professor tinha direto a descansar por seis meses, estava com minha gaitinha de boca e consegui montar uma marcha marcial e em poucos dias ele estava pronto”.

Pergunto a ele de onde tirou inspiração, ele diz que os principais itens de sua música elevou a cidade, eles são jardim e cidade canção, e sem demora canta mais um pouco “Teu Rio Grande pelo pago, ela é linda é canção”.

No final da nossa conversa, pergunto, oque guarda de Três de Maio. E o senhor de olhos azuis úmidos responde:

- “Acho que ficou marcado pelos trabalhos que deixei aqui, e o próprio estímulo de dizer eu fiz alguma coisa por essa cidade.Três de Maio sempre me fascina, é uma cidade linda, tanto que quando fiz o hino da cidade eu apenas pensei na beleza do povo, que eu acho que a visão como eu tive ninguém teve. Confesso que o melhor momento da minha vida foi aqui”.

 Hoje tem 85 anos e aproveita sua vida de aposentado, não esqueceu os amigos que aqui deixou e sempre que pode retorna, diz que a amizade é uma das virtudes da vida.

LS NOROESTE BAZAR E PAPELARIA