Movimento dos caminhoneiros chega a Três de Maio

25/02/2015 19:29:43 - Geral
Movimento dos caminhoneiros chega a Três de Maio

Foto: Paulo R Staziaki- Jornal Folha Cidade

Os caminhoneiros instalaram um piquete de mobilização da greve da categoria no meio desta tarde de quarta-feira (25) junto a ERS 342 próximo ao trevo de entroncamento com a BR 472 em Três de Maio.

Utilizando espaços de ruas laterais do Distrito Industrial os manifestantes liberam a passagem de ambulâncias e a cada 10 minutos a passagem de veículos de passeios e cargas de perecíveis como produtos lácteos.

Não há uma pauta unificada de reivindicações. Os manifestantes reclamam, principalmente, da alta do preço do diesel, da redução do preço do frete e do valor dos pedágios. A alta do diesel – que ficou mais caro depois que o governo elevou as alíquotas do PIS/Cofins e da Cide, em janeiro, e resultou em uma alta de R$ 0,15 por litro do combustível – serviu como “gatilho” para os protestos.

O preço do frete teve uma queda de 37% em todo o país nos últimos cinco meses. Os motoristas alegam que, ao mesmo tempo em que aconteceu essa diminuição, houve alta nos custos de manutenção dos caminhões e cresceu o volume das safras de produtos agrícolas, resultando em “mais carga a transportar”, com “o mesmo número de caminhões”.

A queda de 37% acontece porque a remuneração paga aos caminhoneiros não acompanhou esse aumento de custos, reduzindo o valor final que "resta na mão do motorista". As entidades representativas do setor apontam a existência de um “cartel informal” do preço do frete, pedindo o estabelecimento de uma planilha nacional de referência.

No momento em que o país enfrenta bloqueio de estradas por protestos de caminhoneiros que reclamam de preços baixos de frete e alto custo dos combustíveis, a presidente Dilma Rousseff disse que o governo não tem como baixar o preço do diesel e afirmou ainda que não há aumento previsto de combustível. "Não mexemos, o que fizemos foi recompor a Cide, isso nós fizemos. Não elevamos uma vírgula o preço do combustível nem abaixamos, porque a política sempre é melhor em relação ao combustível quando ela é estável, o que não é possível é submeter o país aos altos e baixos da política de petróleo, se voltar a subir, também não pretendemos mexer no preço", disse.

Dilma justificou ainda os ajustes necessários nas contas para que o país entre em um novo ciclo. "O que nós estamos fazendo é preparando o Brasil para um novo ciclo de crescimento. Nosso compromisso é um só: emprego, salário e renda para as pessoas", disse.  A nova equipe econômica do governo tenta reequilibrar as contas públicas para recuperar a confiança dos investidores no país num difícil quadro de crescimento fraco e inflação alta, e em meio ao escândalo de corrupção envolvendo a Petrobras e grandes empreiteiras do país, disse Dilma.

Texto parte nacional fonte: G1

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