Prefeito afasta funcionária de creche que praticou maus tratos em Boa Vista do Buricá

17/05/2015 22:34:07 - Policial
Prefeito afasta funcionária de creche que praticou maus tratos em Boa Vista do Buricá

Imagem Globo.com... Imagem distorcida para evitar a identificação de rosto das crianças

A conduta de uma funcionária de creche com uma criança de cinco anos está sendo investigada pela polícia de Boa Vista do Buricá. A servidora municipal da escolinha foi denunciada pelos pais do menino após segurar a criança de cabeça para baixo e pode ser indiciada por tortura. O inquérito deve ser concluído em 30 dias pelo delegado de Polícia de Três de Maio João Vitório Barbato.

         O menino contou em casa como foi o dia na creche. Os pais se assustaram quando ele disse o que tinha ocorrido. A família então informou a direção da escola, que analisou imagens da câmera de segurança. O equipamento instalado na sala de aula mostra o momento em que o menino é mandado para o castigo, atrás da porta. Entretanto, ele não para e planta uma bananeira. A funcionária então segura as pernas do garoto por mais de dois minutos. Ela ainda bate o corpo da criança contra uma mesa e apaga a luz. Antes disso, as imagens também registram a mulher empurrando outra criança que não queria ficar deitada no horário de descanso.

         O pai da criança Gelvane Opermann de Oliveira diz que a funcionária deve ser afastada e ser responsabilizada pelo que fez. “Isso não pode passar em branco", diz o pai.

 

A agente educacional é concursada desde 2010 e havia começado a trabalhar na escola neste ano. Após o caso, foi afastada da função pelo prefeito. "No mesmo dia que recebemos a denúncia, abrimos um processo de sindicância que tem no máximo 30 dias para ser concluído, mas pretendemos em menos tempo para tomar as medidas administrativas cabíveis e, se necessário for, encaminhar medidas judiciais também", explicou o prefeito de Boa Vista do Buricá, Antônio Sérgio de Vargas Mota.

         As imagens das câmeras de segurança ficam armazenadas por quatro semanas. Logo depois da denúncia, a Secretaria Municipal de Educação recolheu o material, que será analisado para saber se as agressões também aconteceram em outros momentos. A família registrou queixa na polícia, que pediu um exame de corpo delito. Mesmo que a criança não tenha se machucado fisicamente, para o delegado não se trata apenas de uma agressão. "Analisando as imagens, nós identificamos mais do que maus tratos, entendemos e nos inclinamos para enquadrar como tortura, uma vez que ela submete essa criança de cinco anos a um constrangimento bastante forte, bastante intenso", diz o delegado responsável pelo caso.

Fonte: G1/RS

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